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Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

“Eu vou vencer as eleições e colocar o pobre no poder”, diz candidato a prefeito Robson dos Santos

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PAULO AFONSO – Robson dos Santos Matos (Cidadania), soteropolitano de 32 anos, é o ingrediente que faltou no pleito municipal passado. Um candidato radical, contra alianças, que tem a namorada Jany, como candidata a vice-prefeita e que rejeitou tudo que não seja tão novo quanto ele.

Robson deu uma entrevista ao Painel, agora pela manhã, e não se julgou – dada a sua trajetória absolutamente inesperada na eleição-, menor que os outros candidatos.

Robson é ator e chegou aqui com a ajuda de dom Esmeraldo, que foi bispo da diocese de Paulo Afonso, há alguns anos. “Eu ajudava dom Esmeraldo, porque ele era um cara que aconselhava, dava boas orientações e via em mim um jovem artista, uma pessoa esforçada”, relembrou.

Acompanhe a entrevista do candidato a prefeito pelo Cidadania, na íntegra:

Robson conversa comigo, na Pracinha da Ribeirão, centro.

 

O senhor é artista, tem o apoio dessa classe?

Os artistas daqui abraçaram a minha campanha, a minha causa. Mas há diferença. Os artistas que são filhos de empresários, de pessoas conhecidas conseguem espaço e renda com facilidade. Agora, aquele artista que não é filho de ninguém; “você é filho de quem?”, vive correndo atrás de patrocínio e não consegue, às vezes uma coisa simples, por exemplo: teve um concurso para palhaço, eu e mais dois daqui, a gente quis participar desse concurso, mas faltou coisa simples como a fantasia. Então eu atraio esses artistas que mostram revolta, que não estão satisfeitos com a atual Secretaria de Cultura, eles querem alguém que os represente.

É abissal a diferença entre os políticos tradicionais, e alguém que surge como o senhor, foi por isso que o senhor tentou logo ser prefeito [em vez de vereador?], porque de certa forma a lei os equipara em algum momento e o senhor teria visibilidade?

Não. Eu vejo que existe um certo preconceito por parte de uma camada da sociedade. Quando eu comecei a dizer que era oficialmente candidato pelo Cidadania, partido que me abriu as portas, as pessoas chegaram e disseram: “Mas você ser candidato a prefeito?, por que não vereador?”, ouço muito isso, então quer dizer, isso é preconceito porque só ricos podem ser candidatos. Sempre foi assim em Paulo Afonso, então quando um pobre se levanta e diz não, eu também posso!, a prefeitura é do povo, a Câmara é do povo, aí eles acham ruim, aí eles estranham, e começam a querer encontrar algum motivo.

Robson comparou-se ao ex-presidente Lula que, segundo ele, foi o único que mudou a realidade do pobre. “O pobre só teve vez quando ele entrou na presidência. Foi quando você viu um pobre na fila de um aeroporto, de uma faculdade, que nós artistas tivemos direitos. Eu sou candidato a prefeito porque é um sonho que Deus colocou em meu coração.”

Robson confessou ainda que sua mãe ficou desesperada quando soube que ele seria candidato a prefeito. “Meu filho não queira entrar nesse meio não!, porque um pobre quando tenta chegar lá é perseguido.”

Robson, um candidato radical, não quis nenhum vereador

“Eu não quis, inclusive teve um que era do partido e bastante conhecido, outros nomes fortes da política aqui, mas eu não quis. Eu conversei com o partido e disse: “Oh, eu aceito a indicação desde que eu saia candidato de forma isolada. E eu pensei assim porque eu digo que estou contra a velha política, e como eu posso dizer isso e provar com minhas atitudes?, porque se eu digo isso e sou apoiado por velhos políticos que nunca resolveram os problemas da cidade, se aceito a ajuda desses empresários, sempre com o mesmo grupinho, que o pobre nunca tem vez, que o pobre nunca se encaixa, então qual é a mudança?

Isso é radical, e foi por isso que Jany, sua namorada, é sua candidata a vice?, por que passa a ideia de que o senhor não confia em ninguém?

Eu confio plenamente nas pessoas simples dessa terra. Nas pessoas que estão morrendo na fila do hospital, que são humilhadas para conseguir uma vaga para ser atendida em Salvador; eu confio nos artistas que não aguentam mais serem tratados como mendigos – correndo atrás de patrocínio-, nas pessoas que não conseguem pagar as suas contas, que fazem mágica para pagar o aluguel, água e energia, então eu nessa política quis abraçar essas pessoas.

Mas a política é propícia justamente para formar alianças, unir forças e sua postura soa como intolerante.

Não vou cometer o erro de Lula. Nunca vi um presidente fazer tanto pelos pobres, mas eu tenho que reconhecer que ele fez muito e cometeu um erro. Quando chegou lá se juntou aos maiores corruptos e bandidos da política, olha aí o resultado, eu não vou cometer o mesmo erro. Se eu digo que represento a mudança não quero apoio de quem está há trinta anos no poder ou daqueles que só são oposição porque não conseguiram nada, mas na hora que chegar farão a mesma coisa, entende?, por isso eu tomei essa atitude. A minha causa é o pobre no poder, não quero filho de ricos nem essas madames como secretários.

Qual é a sua expectativa para o pleito?

Vencer as eleições e colocar o pobre no poder. O desemprego aqui chegou nessa situação alarmante por falta de interesse dessas pessoas que têm capacidade de gerar emprego e não geram. Às vezes eu vejo políticos batendo na porta de deputados e do governador para pedir ajuda para a campanha, mas por que não batem na porta deles para gerar emprego para o povo?, as pessoas estão sofrendo sem emprego, a zona rural parece uma África, um alto nível de miséria, aqui no centro também, aí vem uma cesta básica e você passa 15 dias com ela, mas só pode pegar depois de um mês; então o povo está passando fome. Minha pretensão é vencer, eu não durmo uma noite correndo atrás de voto e alertando as pessoas que precisa de mudança, de que Paulo Afonso não pode mais continuar desse jeito. Eu vou conscientizar as pessoas que mudança é mudar, e não o mesmo ou trazendo o passado de volta, mas apostar em novas ideias.

Veja a chapa do Cidadania:

Um comentário

  • Verdade zona rural e secretário agricultura e cuidado de bicho povo ta sem água e franca nao soube nos banheiro em alguns residência e sectário nem ir e secretário irresponsável

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