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Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

Luiz de Deus comenta movimento da CPI na Câmara, “Sempre honrei o voto que me deram”

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PAULO AFONSO- Menos de 24 horas depois de assinar o requerimento para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, na Câmara Municipal, com vistas a investigar a gestão do prefeito Luiz de Deus (PSD), vereadores governistas que assinaram-na sopraram ventos de arrependimento e justificaram o gesto afirmando que “foram” ludibriados pela oposição.

“Assinamos um termo achando que se tratava de uma coisa, e agora vimos que é outra.”

Entrevista no gabinete do prefeito.

A versão assim foi compreendida pelo prefeito Luiz de Deus (PSD), que por isso mesmo ainda não usou sua caneta. Contudo, sabendo que há prazo para que o “mal-entendido” seja desfeito, o prefeito está à espera da retirada das assinaturas.

Do ponto de vista técnico, a Procuradoria explicou que há falhas graves no documento recebido pela Câmara, porque não delimita o objeto e o tempo para a CPI. “Por fugir das características de uma CPI a Câmara não deveria ter dado encaminhamento”, salientou Igor Montalvão.

A CPI proposta pela bancada de oposição com apoio de vereadores governistas contém 9 denúncias contra a gestão, e de fato não detalha o tempo de investigação.

O governo, contudo, não pretende lançar mão de um remédio jurídico porque entende se tratar de questões políticas.

Cumpre observar também que Luiz de Deus não compreendeu o porquê de vereadores eleitos na sua base endossarem o pedido da oposição. O prefeito se disse “surpreso”, desmentiu falas atribuídas a ele, e riu quando eu perguntei se ele caiu em prantos ao saber da CPI.

Luiz de Deus comentou reservadamente que não esconde da população os percalços da gestão, que as pessoas sabem tudo. O prefeito também comparou o requerimento para abertura da CPI, aceito pela Mesa da Câmara com o que acontece no Senado Federal e disse que não tem a ver uma coisa com a outra:

“Fui parlamentar tantos anos, aquilo que fizeram não é uma CPI, porque não  há um fato para ser investigado, parece que querem chegar ao fato depois, exatamente o contrário do que ocorre numa CPI, trata-se a meu ver de questões políticas.”

Acompanhe na íntegra a entrevista concedida mais cedo com exclusividade ao Painel:

Doutor Luiz, o senhor chorou quando soube da CPI?

Lhe asseguro que eu não chorei de jeito nenhum [risos].

Tem essa situação da entrada de um processo de CPI no Parlamento, que pretende investigar os gastos com a Covid-19; a oposição sustenta que há indícios de malversação de recursos públicos, inclusive contam votos de vereadores eleitos com o senhor. O que tens a dizer sobre isso?

Eu tenho 9 anos como prefeito; 16 de deputado estadual; 2 anos federal, o povo não me conhece ainda?, por onde eu passei eu acho que deixei uma história. Nesse aspecto aí eu lhe asseguro o seguinte – não estou lhe dizendo que eu fui o “bam bam bam”,  de jeito nenhum, o que eu posso lhe dizer é o seguinte: eu nunca desabonei um voto que recebi. Sempre fiz questão de honrar os que votaram em mim por todos esses anos. Será que teve algum senão de alguém questionar a conduta por onde eu passei?, as pessoas poderiam fazer isso se tivesse alguma coisa.

Doutor Luiz, as pessoas fazem essa ressalva, mesmo seus críticos mais duros, de que o senhor é um homem íntegro, porém, o que dizem é que o senhor não tem controle dessas coisas [contratos].

Nós temos as comissões que avaliam as licitações, a situação das empresas etc, por isso eu não me preocupo com o barato, coisa de 1 mil reais ou 2. Porque você se julga que, se houver qualquer senão, você vai dar conta daquele negócio. Mas se tem 500 mil, aí é diferente, eu preciso folhear aquele negócio todo. Porque se houver qualquer troço o que acontece, você deixa sua família na miséria e ainda vai para a cadeia. Então você deve ter todo o cuidado quando vai assinar uma papelada que envolva somas de milhões, como aconteceu agora numa compra de material de consumo de farmácia, só material injetável foram mais 3 milhões, eu folheei tudinho, aquele negócio, porque eu sabia que ali tinha solicitação que nem em 5 ou 6 anos iria consumir, então o pobre do município arcaria com o prejuízo porque ficaria com a medicação vencida.

Ou seja, o senhor assegura analisar tudo. Então por que se escuta tanto que o senhor não tem controle dos gastos, é preconceito pelo senhor ser idoso?

Eu não estou dizendo que é isso. Mas é um adversário desonesto, tá certo. Porque um adversário desonesto é capaz de criar certas coisas com seus adversários, é o que ocorre comigo.

O senhor ficou surpreso com votos que recebeu para abertura da CPI de dentro de sua casa, ou seja, se sua base?

Eu até agora não entendi. Mas como foi dito que assinaram uma coisa pensando ser outra, vou esperar.

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