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Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

Marcondes prolonga tempo à frente da prefeitura sob clima festivo e desafios adicionais “não pode demitir ninguém”

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PAULO AFONSO– No meio da semana veio a confirmação esperada pelo setor econômico do município: finalmente, festas ocorrerão na cidade com capacidade de elevar a vinda de turistas e propiciar um alívio econômico à rede hoteleira, donos de bares, restaurantes e comércio.

O Moto Paulo Afonso seguido da Festa do Trabalhador – com a pauloafonsina Raquel dos Teclados, marcados para o final de abril, abriram perspectivas de ganho de novas receitas no terceiro setor.

“Meu hotel está funcionando com três hóspedes”, comentou ao Painel, uma empresária que manteremos sob sigilo. Ela corroborou com a informação de que a cidade não suportaria mais tempo sem que o setor público operasse com algum entretenimento capaz guinar a situação de retração. Até onde se sabe sobre as festas, o patrocínio é do governo do estado.

A notícia embalou e eclipsou uma situação política concomitante e mais delicada: Luiz de Deus (PSD) não é mais o prefeito “de fato” de Paulo Afonso, uma vez que suas férias venceram e ele está com o filho Lulinha, médico, em Salvador, para fazer exames. Luiz de Deus, no entanto, tem o mandato.

Em miúdos:  uma dificuldade adicional para Marcondes Francisco (PSD), prefeito interino, que pleiteia a indicação para sucedê-lo; mata um leão por dia para colocar ordem nas finanças e manter a máquina operando adequadamente, mas não tem força política para tirar nem pôr ninguém, dito de outra forma: está amarrado a acordos que não foram forjados por ele e que inviabilizam sua atuação no campo político corroendo suas chances de vitória em 2024.

Marcondes tem 1% das intenções de votos, se o pleito fosse hoje, de acordo com o IMP Brasil. Obviamente que, este número é superado imediatamente, após a confirmação de sua candidatura, recolocando-o com possibilidades reais de vitória, já que tem nas mãos uma máquina de ganhar eleição. Mas sem poder se mexer no campo político, só a máquina não resolve.

“Luiz de Deus só escuta Lulinha”, continua a fonte, sobre a volta ou não do prefeito à prefeitura. Uma situação que não satisfaz ninguém que tenha bom senso. Luiz de Deus vem postergando uma reforma administrativa desde quando ganhou a eleição.

Se não reunia condições emocionais para demitir, Marcondes tem. Porém, nenhuma coisa nem outra. Sem contar que, as questões do grupo político não poderiam estar mais confusas: a prefeitura hoje se divide no grupo de Luizinho, e no de Marcondes – este majoritário.

Cumpre dizer: a gestão de Marcondes tem efeitos atenuantes. Mas ainda está sob a decisão de Luiz Deus superar o obstáculo definitivo: desapegar-se do poder.

 

 

Foto: ASCOM/PMPA. 

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