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Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

Emissários: “Mudança em agosto”, anunciada por Jailson Oliveira causou desconforto em familiares do prefeito LD 

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PAULO AFONSO – “Em agosto você vai ver as coisas mudarem”, este foi o, digamos, aviso que o vereador Jailson Oliveira (União) disse a quem quis ouvir na última sessão da Câmara Municipal, havida há 10 dias.  

Como o prenúncio encerrava uma defesa destemida do vereador em solidariedade ao prefeito interino Marcondes Francisco (PSD), que estava sendo defenestrado pelos discursantes antecessores, inclusive, mandado ir ao diabo que o carregue, pelo vereador Zezinho (Progressistas), a “mudança de agosto” deu-nos a entender que se tratava de uma estadia segura de Marcondes à frente da prefeitura, sem ter mais a sombra do prefeito licenciado Luiz de Deus (PSD). 

Ao deixar o púlpito, Jailson foi interrogado pelos repórteres se a tal mudança seria realmente a renúncia de Luiz – tema que nunca, em momento algum, foi sequer imaginado pelo prefeito, que, como resta evidente, tem apego ao cargo- porém ele evitou detalhes. 

De acordo com emissários que conversaram com Jailson, a esta jornalista, os ventos antecipados de agosto viraram redemoinho na casa do prefeito. O moído foi de tal sorte ruim que, bateu uma certa tristeza no vereador, entusiasta indisfarçável de um governo pleno de Marcondes.  

O fato é que, infelizmente, a situação em torno de Luiz de Deus, sabidamente conflitante, de um lado da família entendendo ser o momento de renunciar pela evidente fragilidade da sua saúde, e, a outra, ainda, ávida pelo poder, resulta num município sem governo nenhum.  

É inacreditável o custo de dois mandatários bancados pelo contribuinte, já questionado pela oposição -mas ainda sem uma ação concreta na Justiça- para um governo que vive em busca de clicks na internet.  

A gestão de Marcondes até o presente momento se resume a isto: lacração nas redes sociais com um rombo praticamente impagável a fornecedores que só aumentou com ele. Segundo os cálculos dos empresários falidos, não houve retração da dívida da prefeitura.  

Não há comedimento nos gastos. Agora, numa ação absolutamente marqueteira com fins claramente eleitoreiros, o município tende a ter ações unicamente na base do pão e circo -nesse caso só circo; com festas e mais festas, para tentar popularizar a figura do prefeito. Enquanto isso o cidadão pena sem conseguir o básico na Saúde; infraestrutura e ação social – está última paradíssima.  

Em última análise, o governo ainda respira pelo fato de a oposição ter doses galopantes de egocentrismo: todos querem ser o prefeito. Se, daqui para a frente, houver um lampejo nessas cabeças que os permita ver o cenário nunca antes tão favorável à alternância de poder e começarem a trabalhar para isto, o governo sabe que estará liquidado.  

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