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Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

Após Justiça anular sessão da Câmara por bananada de Zé de Abel, urge que próximo presidente saiba juntar lé com cré

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PAULO AFONSO– Ícaro Brandão, advogado da minoria, foi o maior de todos. Conseguiu na Justiça um feito inédito: comprovar que faltou (falta) ao presidente do Poder Legislativo, Zé de Abel (PSD), o rigor técnico e, sobremaneira, o entendimento político que a ocasião necessitava quando presidiu a sessão que votou o Orçamento. Coisa séria, seríssima.

A questão política

Nesta sessão em especial, a minoria foi tratada como coisa qualquer, ou por outra: como lixo. Desocupados gritavam xingamentos a qualquer ato dos vereadores como se ali fosse a famosa casa da mãe-joana, e todos se perguntavam, cadê o “canalha”?

O famoso, lindo e errático “canalha” dito pelo presidente, ficou na algibeira. Encolhido, atordoado e com medo de levar uma cacetada do chefe. Eis que as matérias foram votadas atropelando os ritos conforme manda o Regimento Interno. Ícaro, o príncipe dos advogados, alegou isto à justiça. E tome pau!

Por seu turno, Zé embananou-se e votou sem que o projeto da LOA – Lei de Diretrizes Orçamentarias- estivesse empatado, precisando do voto de minerva. Ícaro Brandão, conhecedor do Regimento, ao contrário de uns e outros que ficam na sessão chupando jujuba, alegou isto à Justiça, e tome pau!

Resultado: uma humilhante nova sessão para votar a LOA, a ser marcada urgente.

A questão técnica

Conversei com alguns vereadores de ambas as bancadas e especulei sobre quem será o próximo presidente:

– Os nomes que aparecem aqui como favoritos são perturbadores.

Diz a fonte, desanimado.

– No naipe de Zé?

Pergunto sem acreditar.

-Se fosse como Zé tava era bom.

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