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Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

Abandono de Paulo Afonso emerge na gestão de Galinho. Ou por outra: o prefeito não é culpado sozinho

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PAULO AFONSO– Se eu fosse uma vigarista faria a seguinte afirmação: “O prefeito Galinho (PSD) é o culpado por tudo de ruim que hoje maltrata o povo.”

A história está acima da vigarice. Galinho emergiu das ruas como uma onda nova, há uma década, quando o município já estava em franco atraso e o grupo político à frente, mantinha gestões triviais cristalizadas de vícios.

Triste coincidência para quem gosta da esquerda (78% do eleitorado), o município só viu avanços concretos nos governos de centro. Os vinte anos do PT no estado têm sido nosso calcanhar de aquilhes. Ou por outra: o PT não ajudou a evoluir Paulo Afonso.

Tem universidade federal. Paramos aqui. Qualquer emergência de saúde o cidadão será levado para outra região que atenda média ou alta complexidade. Até um tomógrafo o governo levou.

Em nível federal, os governos de Lula e Dilma, agora, Lula de novo, a bem da verdade, promoveram melhorias substanciais na situação social, mas é inescapável a frustração quando o assunto é desenvolvimento econômico que, em maior ou menor grau elevariam os mesmos indicadores sociais.

O fato doloroso é que a grande potência da fase final desenvolvimentista de Vargas, apelidada de Capital da Energia, de governo em governo, ficou reduzida à produção de energia elétrica e, sem que se percebesse, pouco a pouco, esquecida e preterida como força agroindustrial, em que pese todo potencial que o Rio São Francisco joga na cara do povo todos os dias.

Interessante como o debate é contaminado por ideias fantasiosas de potencial turístico; onde estão os voos?; as quatro festas do ano que trazem turistas e fazem o comércio bombar! etc. etc., enquanto comerciantes se afligem sem saber como negociar as dívidas e se manterem de pé.

Não obstante, o município vizinho de Delmiro Gouveia/Alagoas, tende a nos engolir. Naturalmente, Galinho fez uma campanha prometendo o que não poderia cumprir. Ele só teria condição de mover uma pedra no município mudando a paisagem se, Paulo Afonso, fosse estratégico para os governos federal e estadual.

Sem espaço para dúvidas: não é.

No máximo, o que o prefeito deveria fazer e, lamentavelmente não faz, com a excelente receita que lhe cai, seria priorizar a saúde – naquilo que lhe cabe; correr atrás de parcerias para melhorar a insipiente produção agro do município; ter mais zelo pelo erário evitando tantos gastos com festas mirabolantes; contratar exclusivamente, o máximo possível, dentro do município – para ajudar na tração econômica; economizar e economizar.

Como as coisas saem exatamente ao contrário disso, na gestão de Galinho, cenas de crueldade envolvendo idosos e doentes psíquicos nos tomam de assalto.

Paulo Afonso não está apenas no passado, sobressaem espinhos que provocam dor e humilhação nos estratos mais carentes da população. Todo dia. Todo dia!

 

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