PAULO AFONSO- Antes de seguir, advirto que esse texto traz não um relato, mas um desabafo, porque o ex-vereador Gilmário Marinho (ex-subsecretário de Ordem Pública e Segurança Cidadã (SMOP) é meu amigo. Coisa que o prefeito Galinho (PSD) desconhece.
A conversa com Galinho que, não cumpriu nenhum compromisso com Marinho, aconteceu há duas semanas. Antes, Gilmário passou pelo procurador e por Gabriel Calado.
Muito protocolo porque Galinho acha que precisa ter ares de importância (um prefeito que imita um João bobo quando ver o governador e grita como se fosse uma perfeita besta quadrada- para lembrar Nelson Rodrigues); estando lado a lado, Gilmário ouviu de Galinho que ele só atrapalhou a sua campanha e mais: que chegou por último.
Não falo como amiga, mas como Jornalista, Gilmário foi o primeiro a declarar apoio ao então candidato. Mesmo quando Marcondes percebeu a merda que fez, isolando vereadores, e o procurou, Gilmário não titubeou.
Andou com o candidato, trouxe inúmeras lideranças, contribuiu financeiramente com a campanha, e, por ter perdido a tentativa de reeleição, passou a ser tratado com desdém, quando não ignorado solenemente.
Nota à margem
O governo passou a monitorar Gilmário, e, durante a conversa, foi dito que ele “senta em restaurantes com a oposição (Jean em particular); e que ele “conversa com Ivone” – obrigada pela deferência- etc. etc. E que isto os constrange e causa desconforto.”
Como o prefeito já demonstrou muitas vezes que tem mentalidade parecida com um adolescente rebelde, vamos ignorar. Sabe o que causa desconforto? Se a Gaeco aceitar as denúncias que foram feitas e partir em direção à prefeitura.
Vamos ao cerne: Gilmário caiu fora. E os demais vereadores não o fazem por entenderem ser muito pior sem a prefeitura.
Eu sei disso porque sim, eles conversam comigo. Ou conversavam, talvez agora seja definitivamente proibido.
Cargo entregue, vida que segue. Em poucos dias, Marinho anunciará os seus pré-candidatos, a deputado federal e estadual.