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Paulo Afonso-BA, 10 de julho de 2026

Paulo Tatu vive dias de angústia, depois de ter se doado para eleger Galinho

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PAULO AFONSO- Era agosto de 2024. Eu sentei na fileira do meio, entre familiares, amigos e correligionários do vereador Paulo Tatu (PSDB), num pequeno espaço que ele havia reservado para reunir suas lideranças e apresentá-las ao então candidato a prefeito Galinho (PSD).

Foi uma grande festa nas redondezas da Chesf, até que finalmente o último saísse, foram devorados milhares de lanchinhos. Eu não percebia desânimo em ninguém. Com uma campanha agressiva e cara, Tatu cravou o segundo lugar com 1796 votos, perdendo apenas para Zé de Abel (PSD) com 2259 votos.

Quando o grupo que hoje forma o núcleo estreito do governo Galinho se percebeu de fora, nos dias seguintes, começaram as reuniões para buscar na Justiça uma espécie de reparação (tapetão, se querem) das urnas.

Os processos do grupo colheram os vereadores recém-reeleitos Jailson Oliveira (Progressistas) e Bero do Jardim Aeroporto (PRD); os eleitos Marquinhos de Zezinho (Progressistas) e Ney da Vigilância (PRD), e, dado o sucesso destes em suas respectivas defesas na Justiça Eleitoral, o bicho-papão passou a olhar para um aliado de primeira hora. Eis que hoje, em todo canto, só se fala no destino cruel que incendiou Paulo Tatu do fogo amigo.

Impressiona como Paulo foi rapidamente devorado. Hoje, mesmo sem o veredicto judicial se discute se o próximo vereador terá votos suficientes para vencer Valmir Rocha (PCdoB) franco candidato à presidência da Casa.

Como se nesse rastro não houvesse a maior traição politica de que se tem notícia. Foi tudo normalizado e sacramentado como método natural. “É uma questão de sobrevivência”, dizem.

Estive com Paulo, há cerca de um mês, ele se mostrou confiante. Ontem, no entanto, correram notícias gélidas.

Que a Justiça Eleitoral decida com base nos altos o destino de Paulo Tatu. A questão que eu quero colocar não é essa. Mas, ainda é possível, a partir dessa situação, confiar em algum político?

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