Paulo Afonso– Se pode afirmar de antemão que o governo tem duas frentes distintas de trabalho: a que operará na campanha dos apoios vindos da eleição de Galinho (PSD), e outra que toca o time principal, quer dizer, que estava na caminhada da vitória.

Basta observar o empenho do governo aos candidatos a deputada estadual Denise Menezes (PSD), e hoje, ao seu colega de partido Daniel Alencar, filho do senador Otto Alencar (PSD) – e braço fundamental para levar Galinho ao governo do estado, sem o qual, a campanha de 24 ficaria quase invencível.
Como equacionar ?
A dificuldade para Galinho equacionar tantos candidatos reside no deslanche do próprio governo e, nesse momento, no tempo, são pouco mais de 40 dias para colher a transferência de votos, numa eleição muito antecipada pelos demais candidatos.
O fator Zé de Abel
Na situação, considerando os últimos pleitos, o segundo político mais importante na transferência de votos é o presidente da Câmara, Zé de Abel (PSD).
A certa altura, foi mensurado que Galinho o queria no time do deputado federal Adolfo Viana (PSDB); porém resta provado que, o compromisso de Zé com os Otto foi providencial.
“Há espaço para todos. À medida em que o governo apresentar resultados, não ficará com uma margem menor de votos em comparação ao passado, nós não começamos a campanha ainda”, comentou um interlocutor de Galinho, sobre a distribuição dos apoios.
Daniel Alencar esperava por algumas pessoas e foi surpreendido com a superlotação do aeroporto, numa clara demonstração de tração eleitoral governista.