PAULO AFONSO– A construção para que um palanque tão complexo não minasse a relação do prefeito Galinho (PSD) com o governador Jerônimo (PT) e, ao mesmo tempo, apresentasse de forma competitiva os candidatos do coração dele – Adolfo Viana e Jordávio Ramos (PSDB), que são oposição ao governo do estado-, precisou de tempo, renúncia e maturidade de todos os lados.
A começar pelo governador. Sem espaço para especulações, determinou que a coordenação da sua campanha em Paulo Afonso ficasse a cargo do prefeito. Resolvido. Koca Tavares à frente da chefia de Gabinete do município, já participou de reuniões com ilustres petistas.
Nada mudou. Ninguém brinca em eleição, e quem tem estrutura é mesmo o governo, ponto. A julgar pelas projeções, a candidatura mais sensível do lado de Galinho é a de Jordávio, significa dizer que, quando chegar a sua hora, o prefeito terá uma base considerável de deputados federais e estaduais.
Daí por que tanto Adolfo quanto Jordávio foram conciliadores no discurso, sem qualquer menção desabonadora ao governador. Ou por outra: nem mesmo de ACM (União) lembraram.
Nota à margem
É lindo o amor entre homens. Quando dois homens se admiram é perfeito.
O cuidado de Adolfo e, da parte de Galinho, o afeto derramado em lágrimas, já foi retratado antes por Roupa Nova: “Eu te amo e vou gritar, pra todo mundo ouvir…”
À semelhança de outros amores da política, Galinho gritou e frisou: “Meu voto é de Adolfo Viana e Jordávio Ramos, entendem, de Adolfo e de Jordávio!”, repetiu.
Significa dizer que, num futuro próximo, o prefeito irá cobrar de quem quebrar qualquer acordo que prejudique o compromisso dele com os políticos do coração.