PAULO AFONSO- Pior do que esse vírus da gripe, so mesmo o ciúme dos adversários do candidato a deputado estadual Neto Coelho (PDT). Como esta pobre escriba está na trincheira do pleito, entre um e outro, ambos me derrubaram.
Ainda ontem, no aeroporto de Paulo Afonso, enquanto esperávamos o avião do candidato a governador ACM Neto (União), chegou-me ao pé do ouvido uma bomba:
-Neto vai ganhar um vereador.
Disse-me um correligionário, citando em seguida o nome do dito-cujo.
-Batata?!
-Batatíssima!
-Não seria melhor garantir 40 ou 50% do apoio?
Pondero, achando que essa conquista vai abalar o BTN.
-Vai ser todo.
Responde o intermediário com voz tesuda.
Eis que quando ACM chega, se surpreende com o assédio. Não há paixão mais implacável do que a de um homem pelo seu candidato. Nenhuma mulher vai saber o que é isso, a menos que seja candidata também.
A bem da verdade, com duas semanas completas de marchas nas ruas, em Paulo Afonso, há apenas duas campanhas, digamos, à maneira tradicional, Neto Coelho e o time do Galo (PSD). Como Galinho tem inúmeros candidatos, a vantagem visual está com Nero.
Nesta quinta, após Neto reunir – de acordo com a organização da campanha- mais de 3 mil pessoas, de novo, eu sou indagada por um opositor:
-Rapaz, tinha tanta gente assim?
A pergunta quer alimentar uma esperança, porém, de tanto eu sofrer, sou dura:
-Muita gente.
-Só pode ser dinheiro…
Aqui, meu interlocutor tenta desdenhar da realidade, mas insisto na dureza:
– Quem sair liso numa campanha dessas está morto!
Com a campanha entrando numa curva, sou informada de que o perfeito Galinho vai fazer um contra-ataque fatal.
-Galinho vem como um rolo compressor para os candidatos dele.
-Adolfo (PSDB)?
-Isso.
-Adolfo não é um pai para Galinho, é uma mãe.
O assunto volta para Neto:
-Ele não aguenta mais uma semana. Não tá com a peste!
Minha fonte demonstra irritação.
Sobre esse assunto, ainda no aeroporto, quis saber de Neto, se ele “já cansou?”
-Ivone, é uma pena que a campanha só tenha um mês pela frente, bom mesmo seria mais três.
Respondeu-me rindo de orelha a orelha.