PAULO AFONSO- Quando, há dois anos, o candidato a deputado estadual Marconi Daniel (PT) se lançou a prefeito, foi um deus nos acuda. Diziam que ele se enterraria logo depois do pleito; que ficaria sem cargo e sem estrutura.

Ontem à noite, diante de centenas (mil e duzentas pessoas), Daniel inaugurou o comitê de campanha, ao lado da deputada federal Ivoneide Caetano e do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (ambos do PT), mostrando que, organicamente, tem bens políticos que nem o dinheiro nem o mandato por si só são capazes de ofertar: adesão popular.
Marconi Daniel está vivo, forte, tem estrutura apoio e com campanha grande, como cumpre a todo político que se preze. Não faltou absolutamente nada. E mais: enquanto gente que diz ter DNA petista foge do combate, é Marconi Daniel quem encara as trincheiras das ruas e renova o eleitor petista, como bem pôde ser observado ontem.

Daniel trouxe gente dos bairros, do centro e da área rural, sabia o nome das pessoas, são 12 anos ininterruptos de estrada. Todos dos dias. Acode aqui, acode ali. Comparado aos vereadores, Daniel é mais popular. “Não ficaria na Câmara apenas pelo meu salário”, lembrou ele.
Ivoneide, por seu turno, tem presença vibrante que cola direitinho na energia de Daniel. Cumpre dizer que Marconi Daniel acertou em fazer o acordo político com Luiz Caetano porque, com o seu tamanho, não poderia ficar com uma campanha tímida, espremido pelos recursos que jorram dos grupos adversários.
Nada disso, a largada de Daniel mostrou competitividade e que ele será o candidato a ser enfrentado pelos demais grupos. A razão é simples e foi lembrada por Jaciede Rodrigues: “Em duas semanas de campanha, não teve uma casa que eu tenha andado, nas quais as pessoas não conheçam o trabalho de Marconi Daniel ou que não tenha alguém a quem ele ajudou.”
Em termos de patrimônio político, apesar dos pesares, quem ficou para encarar as ausências da assistência pública que tanto puniu o povo, tem respaldo e valor incalculável.

Fotos para essa reportagem ASCOM/MD