PAULO AFONSO- Todo mundo que está do outro lado da superestrutura montada pelo candidato a deputado estadual Neto Coelho (PDT), se queixa ou tenta diminuir a força do seu impacto.
Ainda ontem vi um locutor que, de tão experiente deveria se poupar a vergonha, tentando macular o rapaz, porque ele se nega a lhe dar entrevista. Neto Coelho dá entrevistas a quem ele bem entender e se sentir seguro. Se evita políticos disfarçados de imprensa, está apenas sendo cauteloso. Atitude, inclusive, que eu acho muita sábia.
Aqui e ali, gente da oposição, fala da sua campanha com maus bofes: “o que adianta colocar gente na rua pagando-as …”
“Êta dor, que não devolve quem se ama, êta dor, que ninguém quer dizer que tem, disfarçada, num sorriso mentiroso, é um pedaço de saudade de alguém …”
A hipocrisia reina. Se essas mesmíssimas pessoas pudessem, aqui, leia-se: tivessem estrutura para andar com milhares de pessoas nas mesmas condições, andariam.
Afirmo: o valor da campanha de Neto Coelho está nos riscos que ele resolveu correr, colocando tempo e dinheiro na abertura de um flanco político no qual, desde o primeiro dia vem gerando oportunidades.
Neto emprega centenas de pessoas e faz a economia política girar. Tem problemas próprios do sistema, como é sabido, mas graças a sua capacidade de lidar com eles, deu vida à oposição. Não fosse a campanha de Neto, o governo Galinho (PSD) já teria tomado todos os espaços, porque tem os meios e gente muito competente para fazê-lo.
A visão do próprio umbigo não deixa transparecer uma obviedade: o sucesso construído com trabalho, talento, recurso e competência merece ser reconhecido. Se será coroado com o voto na urna, veremos.
A oposição que critica Neto Coelho por ele medir forças com o governo em termos de campanha, não consegue (ou não quer) ver nele a tração política necessária para vencer o adversário. Acha melhor dar o abraço do afogado e mergulhar na mediocridade, numa lamúria eterna contra a gestão de Galinho.