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Paulo Afonso-BA, 10 de outubro de 2026

O embananamento de Marquinhos que quase custa a cabeça do prefeito. Ou por outra: para que serve a assessoria jurídica da CM?

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PAULO AFONSO– O requerimento da oposição, votado na última quinta (08/out), recusado pela maioria da situação, conseguiu duas abstenções: Valmir Rocha (PCdoB) – cuja relação com o chefe do Executivo é de tapas e beijos, mais tapas, saliente-se – e o Marquinhos de Zezinho (Progressistas). Este último causou estranheza.

Antes, convém relevar que, as más línguas sopraram ao Painel uma possível terceira abstenção, no caso, da vereadora Márcia Goretti (Mobiliza). Perguntada a respeito, Márcia negou e explicou que consultou seu advogado particular. “Havia, de fato, coisas que fugiam da intenção de uma simples explicação, por isso nem sequer cogitei votar a favor ou me abster”.

Eis que ficou realmente confusa a situação de Marquinhos. Tudo leva a crer que, o vereador, que não sobrevive sem a prefeitura, se embananou. Sim, mas é no detalhe que mora o diabo.

Em primeiro lugar, se há dúvidas, por que não tomar o auxílio dos advogados que ficam na beira da plenária, precisamente a um palmo, bastando apenas virar a cara e perguntar? Ou por outra: por que não seguir simplesmente os apelos do líder Beto Doido (MDB), que foi incisivo na recomendação da reprovação?

A resposta está na frouxidão com a qual Galinho vem levando essa relação com os vereadores. Ponto. Na Câmara cada um faz o que dá na telha e, em seguida, bate à porta da prefeitura atrás de serviços e mais serviços, os quais, nem sempre, fazem parte da programação do dia.

Frise-se: a oposição não imiscui, ela deve, como garantia do contraditório, pormenorizar os contratos, trazer à luz fatos públicos – como os recursos gastos na Saúde – que julga serem malversados.

Por seu turno, o governo precisa contar com a lealdade do seu time, para não ter as vísceras expostas antes mesmo de estar em julgamento. Galinho, assim como todos os prefeitos do Brasil, terá as contas esmiuçadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e, chancelada ou não, pelo Legislativo.

O que se tenta com um requerimento cheio de armadilhas, como bem alertou o advogado de Márcia e criar fatos políticos.

 

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