PAULO AFONSO– Se houve na Bahia e no País, um líder político que duvidou das vitórias incontestáveis dos governos do PT, não foi o prefeito Mário Galinho (PSD). Durante os 45 dias da disputa estadual, Galinho manteve agenda básica da prefeitura, e arregaçou as mangas, de porta em porta, pedindo votos para o governador.
Uma dedicação inédita com grande mobilização popular que resultou em milhares de votos a mais para Jerônimo (PT), reeleito no primeiro turno. Feito reconhecido pelo petista mais rançoso contra o prefeito. Mais que isso: Galinho pôs à serviço das campanhas do PT o melhor que tinha, em material humano e estrutura.

À medida que caminhou, foi consertando a si mesmo. Mais uma vez cara a cara com o povo que, por sua vez, reconheceu nele um aliado fiel. Encerrada a empreitada do 1° turno, foi o mesmo para a disputa federal. Mobilizou, agrupou e promoveu uma campanha para Lula como ainda não houve registro.
Sem tempo a perder
A preocupação do prefeito é com o futuro próximo. São inúmeras obras que estão à espera da conclusão e que dependem exclusivamente da determinação dos governos estadual e federal: Hospital Universitário, ciclovia, UBS da Barroca, CER 4, aeroporto, e, mais emergente de todas como auxiliar do Hospital Federal: a segunda ponte.
A população espera que as portas de ambos os governos estejam abertas por merecimento e reconhecimento. Galinho não perde um dia do seu tempo com futrica, vive no foco. Corre desesperadamente para que, finalmente, a região Nordeste, da qual é o líder maior, seja posta em primeiro plano.
