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Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

“Mantemos um relativo controle da pandemia, a duras penas”, diz Luiz Umberto, um mês à frente da Saúde

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PAULO AFONSO – A três dias de completar um mês no comando da Secretaria de Saúde, Luiz Humberto já escuta que deve permanecer.

O terceiro nome a ocupar a pasta, em dois anos, demonstra a preocupação do prefeito Luiz de Deus (PSD) em dar respostas urgentes à pandemia de coronavírus que não dá sinais que está próxima de terminar.

Luiz Humberto acompanhou de perto o desenvolvimento do trabalho do seu antecessor, Ghiarone Garibaldi, desde o primeiro tijolo sentado na estrutura das unidades hospitalares, às pressas, antes do vírus chegar ao município, no dia 21 de abril, com o 1º caso de Covid-19.

“Às vezes eu penso que podem achar até que eu já pensava em estar nessa pasta, mas foi para mim também uma surpresa. Sou funcionário público, onde o prefeito precisar de mim, me coloco à disposição”, comentou Luiz Humberto, ainda reservadamente.

Sob sua gestão os números de casos recuperados melhoraram, são superiores aos ativos, mas o secretário evita comparação. Dois outros pontos precisam ser observados hoje na condução da crise sanitária: não há anúncio antecipado de obras cujo funcionamento ainda não está acertado e o diálogo com a classe médica melhorou significativamente.

“Eu não sou médico, as decisões sobre uma série de coisas que dizem respeito ao funcionamento de hospitais eu necessito de orientação deles”, argumentou.

O secretário diz que medidas drásticas como o fechamento do comércio estão no horizonte porque têm sido o único remédio para evitar o caos no sistema de Saúde.

“Nós comprometemos todo o planejamento na assistência de saúde primária, porque o problema já começou urgente. Então nós percebemos que as pessoas entendem que o problema já acabou, mas não, acompanhaos a segunda onda por outros estados. Aqui a gente consegue manter essa curva achatada e precisamos disso porque favorece as condições de saúde que o município tem para oferecer, não significa dizer que, com mais dez leitos que iremos inaugurar force um relaxamento, mantemos esse controle as duras penas. Se não houver colaboração das pessoas corremos o risco de acelerar e aí não resta mais nada a fazer.”

A entrevista de Luiz Humberto ao Painel, aconteceu na manhã desta 4ª feira, no gabinete da Secretaria de Saúde, veja os principais momentos:

Luiz de Deus falou em “situação privilegiada” quando comparado os números do município com outros do mesmo tamanho. Há quem o critique muito por isso, e também há muita apreensão quando um paciente é transferido. O município hoje tem capacidade de absorver a demanda?

Isso vai continuar acontecendo sempre. A decisão de transferir ou não é do médico que está à frente do processo porque ele tem o acompanhamento do paciente. Acontece muito de um paciente dá entrada numa dessas unidades hospitalares com doenças preexistentes e graves. Por exemplo: se eu precisar de uma cirurgia neurológica não poderá ser feita aqui, e essa pessoa pode está com Covid também; são casos gravíssimos, de urgência, eu não posso manter a pessoa aqui. No que diz respeito ao atendimento para tratar unicamente a Covid-19, temos sim essa assistência em Paulo Afonso, uma assistência boa. Não temos situação confortável com isso nunca, porque a doença é muito grave e se apresenta com intensidade muito diferente de pessoa para pessoa. Mas já estamos acrescentando um anexo à UPA de leitos com suporte ventilatório. Isso, vale dizer, olhando toda região, porque se estivéssemos preocupados só com Paulo Afonso estaria ótimo, mas a necessecidade é maior, os nossos vizinhos não têm essa estrutura e nós precisamos responder a isto.

Luiz Humberto negou que a UTI Geral tenha sido já inaugurada. “Houve uma solicitação [ de Rui Costa] para abrirmos a UTI para atender casos de Covid. “O processo corre em ritmo acelerado, e vamos abrir e entregar a sociedade mais esse ponto de apoio”, disse o secretário. Os casos de urgência de outras enfermidades, continuarão sendo removidos.

Ainda há muita especulação sobre o segundo contrato da prefeitura com a Clirenal. Quando um paciente tem complicações renais já é assistido no Hospital de Urgência Covid-19?

Foi uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei aqui. Havia essa possibilidade de transferência de pacientes, mas entedíamos que tínhamos que agilizar isso. Não se trata só de uma questão de custo, mas principalmente o risco por causa da espera pela UTI aérea. Então foi mais eficiente ter esse serviço com a Clirenal e esse serviço está sendo prestado.

 

2 comentários

  • Onde está o controle?? Só se for para a familia dele

  • Cara sem … des… mentiroso, vc pensa que engana o povo? Vc vai terminar na … junto com seu sogro, …, Bostanagua não perdoa viu.

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