PAULO AFONSO– Durante a semana que antecedeu à ida de Koca, secretário de eventos do governo Galinho (PSD), à Câmara, eu e as fontes da prefeitura, calculamos que o rapaz não saberia o que dizer quando o assunto chegasse nos contratos para as realizações das festas – motivo pelo qual havia sido convocado.
Pimba! Mesmo com parte da imprensa afirmando que Koca arrasou, não tem uma única frase dele que tenha respondido, por exemplo: por que o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) anulou cautelarmente um desses fabulosos contratos?
O motivo é simples: Koca é uma excelente pessoa, até joga uma bolinha, mas nunca fez aulas de hipnose, infelizmente. E sem que estivessem todos dormindo, ficou complicado para ele explicar como um contrato saltou de pouco mais de 100 mil reais e foi, no ano seguinte, para 700 mil.
“Koca estava pálido e aparentemente nervoso”, comenta a fonte, sob reserva, ao Painel. “No entanto, o governo comemorou, disseram lá que ele foi bem, acho que estão todos loucos de pedra”, completa meu interlocutor.
Resta a Galinho, colocar Koca à frente dos carros de campanha e com microfone na mão, tentar convencer o povo, a, cada vez mais, ir às festas porque faz muito bem à saúde.
A participação do secretário nesta sessão, entrou para o cronograma inicial da futura derrocada de Galinho, porque ao dizer tudo, nada foi explicado muito menos justificado, passando a tangível impressão de que o remédio para o desarranjo na administração é mesmo a troca inevitável de prefeito.