PAULO AFONSO- Quando o prefeito Galinho (PSD), chamou o então secretário de Cultura e Esportes, koca Tavares, para uma reunião logo após mais uma edição do Moto Paulo Afonso, o fez sabendo que teria que sangrar a própria carne.
Os 32 mil votos, precisos 31.834, traduziram uma massa esperançosa, dali em diante, um governo de pessoas jovens mudaria também as oportunidades. O primeiro ano do governo novíssimo foi caraterizado internamente por uma mudança radical, dando a pessoas sem expertise a condução de problemas muitos complexos no funcionamento da máquina pública.
Já se podia só por isso mesmo determinar o porquê de Galinho perder, politicamente, um ano. E se pode acrescentar também que o prefeito não deve favores a nenhum colaborador, à medida que tentou arejar o governo dando a essas pessoas coordenações, diretorias, secretarias etc. etc.
O que se tentou economizar de um lado, extrapolou do outro. Refiro-me à assistência de saúde e à quantidade de festas, respectivamente. O modelo que se tentou implantar afugentou a classe médica cujo diálogo foi restabelecido dias atrás.
A população reagiu e cobra do governo que se volte à receita antiga. Nesse particular, Galinho cede, e, na próxima minirreforma administrativa, em construção, tenta equilibrar as demandas apostando que sua equipe amadureceu forçadamente.
Em conversas reservadas, tanto com o futuro chefe de governo, Dionatas Meireles, como o chefe de Gabinete, Koca Tavares, ambos foram taxativos: “Não estamos em disputa por espaço, tudo parte do alinhamento com o prefeito.”
Esse ponto sempre foi um problema a mais. Outro detalhe: franqueza. “Aqui nós não utilizamos meias palavras, nossas reuniões são claras, a gente monitora tudo, e o Avança é a prova de que a gente sabe o que está fazendo”, especificou Koca.
A relação com a Câmara
A campanha atropelou a pauta da eleição para o novo presidente que acontece em dezembro, justamente o biênio mais importante para o governo, que terá contas avaliadas e a campanha para a reeleição na vigência do novo presidente. De acordo com Koca, não houve menção do prefeito sobre o assunto.
“Nossa prioridade é a gestão para o dia seguinte à eleição. Mas claro que nós acompanhamos a movimentação e que não será uma situação simples” resume Koca.
Inclusive, vale registrar: com vereadores com forjam autonomia totalmente dependentes do governo, será o desafio mais complicado do mundo. Maior que ajustar a saúde e a governabilidade.