PAULO AFONSO– Conhecendo bem o prefeito Mário Galinho (PSD), sei que ele está radiante. Sim, ver Adolfo Viana e Jordávio Ramos (ambos do PSDB) reeleitos, e por cima, o governador Jerônimo (PT) para quem ele se jogou numa campanha, é demais!
Essa felicidade, entretanto, não pode ser confundida com bom desempenho e, adianto logo: não adianta somar os votos, e vir com essa conversinha de que eram muitos. Nenhum dos candidatos do prefeito atingiu a casa dos 6 mil votos, enquanto, por exemplo, Marconi Daniel (PT) sozinho, com poucos recursos, chegou ao paroxismo com 8.595 votos, dando, proporcionalmente muitos mais votos à deputada federal Ivoneide Caetano (PT), do que o governo, com toda estrutura que tem.
Faltou vereador e faltou mais assistência de saúde. Dito com outras palavras: faltou governo. E só não foi pior porque, em tempo, Galinho lançou mão de Koca Tavares, colocando-o na trincheira.
Chegou a hora do ajuste. Tem que cortar, demitir, rearranjar e dá ao munícipe a gestão que ele merece. E mais: não se aventurar com nomes ruins para a presidência da Câmara Municipal, outra pedreira que Galinho vai enfrentar daqui a pouco.
Dito isso, com o sucesso do seu time – com a penosa exceção do deputado federal Bacelar (PV) – e com o trabalho profícuo para a reeleição do time de Lula, Galinho tem a faca e o queijo, precisa medir a fome.
Em tempo: se algum auxiliar lhe disser, prefeito, que seu resultado foi satisfatório, demita-o sumariamente. É uma baba-ovo! E tudo o que o senhor não precisa mais é disso.