PAULO AFONSO – Quando o prefeito Luiz de Deus (PSD) fez a junção de três setores estratégicos para o desenvolvimento econômico de Paulo Afonso, o turismo, indústria e comércio transformando-os numa única pasta, sob a responsabilidade de Regivaldo Coriolano, então com 24 anos de trabalho no Legislativo, esperava-se um grande desembolso. Do setor público e do privado.
Luiz iniciou a gestão com o país em absoluta retração de investimentos, mesmo assim, passados mais de três anos, e com o secretário prestes a deixar a pasta [no próximo mês], para se candidatar a uma vaga na Câmara Municipal, é certo que o setor industrial não se moveu.
“Tínhamos três indústrias contactadas, já montadas. Aquele complexo de calçados se transformaria numa cadeia produtiva. Você produzia o animal, abatia, tirava a pele, tudo completo. Entrou a crise, todo mundo recuou. Todos os dias eu converso com eles, e o que eu escuto é que eles precisam de mais sinais de que a economia vai deslanchar, porque da nossa parte conversamos com o governo do estado e deixamos claro que, vindo para cá eles terão todas as isenções legais. Tínhamos visto áreas, inclusive esse complexo teria um sócio de Paulo Afonso, deu-se o mesmo caso do shopping, há quanto tempo vem se trabalhando?, agora mesmo eu estava falando com representantes de uma indústria de calçados [do Paraná] eles vão ter uma unidade de expansão no Nordeste, escolheram Paulo Afonso e querem conversar com a gente”, contou o secretário em entrevista ao Painel.
Segundo informações de Regivaldo foram mais de oito tentativas só com indústrias de calçados.
“Em outras áreas como a construção civil, a imobiliária, veja o caso daquele grande condomínio do BTN, onde estava tudo certo para começar no mês de janeiro.
Segue abaixo o restante da entrevista com o secretário de Turismo, Indústria e Comércio:
Coriolano começa fazendo uma espécie de mea-culpa, por sempre ter sido crítico desses setores quando parlamentar e depois de ter visto como se dava a gestão na prática.
Primeiro lá na Câmara eu fui um crítico muito ferrenho com relação ao turismo. Achava que Paulo Afonso não tinha sequer um portfólio para divulgar suas potencialidades. Mas quando a gente chega, ver que tem muito portfólio, mas que não correspondia à realidade. Por exemplo: o bondinho não funcionava; os equipamentos de visitação turísticas estavam deteriorados; fazia vergonha visitar o Touro e a Sucuri, a gente não tinha um parque a altura para receber as pessoas, principalmente as pessoas de Paulo Afonso – que acabavam por procurar outros espaços fora daqui. A gente montou o projeto Quinta dos Lagos e restauramos a dignidade das pessoas que visitavam os lagos de Paulo Afonso. Eu creio que o projeto foi um marco no governo de doutor Luiz, porque demoramos um ano mostrando a importância disso, elaborando os projetos e Luiz decidiu fazer.
Então no seu ingresso a essas pastas não encontrou quaisquer projetos de infraestrutura para o turismo?
De limpeza sim, mas de infraestrutura não. Nós fomos atrás dos arquitetos que são do município e começamos a discutir o que fazer de melhoria nesses lagos. Pegamos o Floriano, o Cris e o Daniel, dividimos entre eles esses projetos. Isto foi fundamental, ficou com Daniel o projeto da Prainha Ayrton Senna; do Balneário foi Floriano e Cris Halen com o Parque esportivo; já terminamos o projeto do Belvedere, a Orla do Capuxu – que vai iniciar agora, e são projetos de alto nível. Nós chamamos aqui um arquiteto que estagiou no escritório de Niemeyer [Rio de Janeiro] e ele ficou surpreso pela qualidade do equipamento, então pode procurar em outros locais que não há um com melhor qualidade. É importe dizer que com esse conjunto de obras a gente gera empregos. Temos que ter mais agilidade na definição do projeto da Prainha principal porque precisa de algumas adequações, ontem eu conversei com o secretário de infraestrutura [Francisco Alves], para nivelar isso. A gente assegura que Luiz de Deus termina seu 1º mandato com 90% da Quinta dos Lagos pronto.
O senhor foi criticado por Jota Matos [diretor de jornalismo da RBN] em relação à contratação de arquitetos de fora de Paulo Afonso para a obra de urbanização da Getúlio Vargas.
Essas críticas são injustas porque na verdade não sou eu quem contrata. Eu tenho a confiança de todos os secretários, me procuram, dialogam, mas a sugestão desse arquiteto [escritório de Aracaju] foi do ex-secretário Wilson Pereira que saiu. Por sorte eu o conhecia do governo Raimundo Caires, e quem me trouxe esse nome foi o próprio Wilson. Dada a urgência e pelo volume de projetos que se está trabalhando precisamos um nome que tivesse um portfólio possível de ser contratado por inexigibilidade. Você sabe que quando eu estava na Câmara fiz um projeto de reforma e quem ganhou foi a filha do nosso amigo Tico [Jota Matos], e me disseram ‘rapaz você vai contratar?’, eu disse sim, porque ela ganhou. Não há questionamentos meus em relação aos nossos arquitetos, temos grandes arquitetos e eles vão ter oportunidade de trabalhar.
Não há dúvidas que o senhor assumiu num momento delicado e de mudanças no Brasil com a troca de governo, mesmo assim, no que tange ao comércio, poderia ter sido feito mais.
Veja só, o comércio nos solicitou uma antecipação do Natal para 30 de novembro, eu expliquei que não dava, porque é o tempo, sai a licitação e daqui a pouco vem uma impugnação, aí segura de novo; colocamos a partir do dia 06, cometemos um erro lá, mas corrigimos. Solicitamos uma contrapartida, que os comerciantes iluminassem a fachada da loja deles, que a gente faz isso, mas sabe que em várias cidades tem a participação do comércio, mas apenas três ou quatro fizeram. Eu havia conversado com o pessoal da ASCOPA, com alguns empresários. A Feira do Empreendedor é um investimento altíssimo, são 168 empresários participando, tivemos empresários parceiros e hoje está consolidada. Inclusive os empresários estão ligando para fazer as inscrições e querendo saber se vamos realizar antes das eleições ou não, mas preciso nivelar com o prefeito; houve audiências públicas não foi algo imposto; a Quinta dos Lagos não foi um pensamento meu ou do prefeito, tudo foi discutido com a sociedade e nós vamos deixar os projetos bem encaminhados. São muitos eventos e nós temos que ver a possibilidade de realizá-los antes de agosto, no máximo setembro, a ideia é colocar as licitações para abril.
2 comentários
Na o”rla do capuxu” ou praia,?manda plantar umas verdurinhas pra gente se alimentar porque EMPREGOS DIRETOS E INDIRETOS A CIDADE Ñ TEM.
PALHAÇADA VIU!!
Qual opartido desse rapaz?
vai levar um não do PT