PAULO AFONSO – Quando o vereador Mário Galinho (SD), fez campanha pela chegada de Ghiarone Garibaldi à Secretaria de Saúde, estava correto. Exagerou, como é seu costume, nas críticas de “preguiçoso” e “incompetente” dirigidas ao então ocupante da pasta, Ivaldo Sales Júnior. É porque Galinho se vale das redes sociais, e o bom-senso, o bom trato e o comedimento, especialmente com as palavras, não costuma surtir efeito [vidi Bolsonaro] o grande inspirador do estilo.
É evidente que não havia necessidade de desqualificar um para que o outro fosse enxergado. Ghiarone tinha currículo que o qualificava e conhecimento técnico dos problemas da pasta pela dedicação que sempre tivera quando presidente do Conselho Municipal de Saúde. Ademais, a indicação de Ivaldo sempre foi contestada, exatamente por ele não ter os pré-requisitos necessários, e sabidamente, não se deve negociar politicamente uma pasta tão complexa como essa. Ao colocar Ghiarone como gestor, Luiz de Deus se corrigiu.
Agora, no momento em que o município enfrenta o maior desafio desde sua emancipação, que é preservar a vida dos pauloafonsinos, o máximo possível, em face da pandemia de coronavírus que mudou o mundo, o despolitizado secretário, tem sido um achado. Ghiarone não hesita em aplicar remédios cada vez mais amargos, como o fechamento quase que total das divisas do município, e consequente evacuação do contingente que ainda permanecia circulando na cidade, a despeito das determinações do decreto de Luiz de Deus que estendeu para mais duas semanas a quarentena.
Não titubeou quando disse que, não tendo a ajuda de supermercados e bancos, como aconteceu no início da semana, já espera os primeiros casos positivos e falando aos recém-chegados agentes da vigilância sanitária, disse que não toleraria que eles fossem desrespeitados, como aliás, já aconteceu.
O fato é que, não fosse o acerto do município que se antecipou em impor a quarentena, e da dedicação e seriedade com a qual Ghiarone toca a crise, a realidade de Paulo Afonso seria outra. E essa outra não é bom nem imaginar.
3 comentários
Amei o “despolitizado”;e quando se trata de nepotismo é, considerado “despolitização, também?Ainda bem que há vários POLÍTICAS e POLÍTICOS
Eu discordo das nomeações. Mas me dou ao direito de não tomar um terço pelo todo. Ghiarone está muito acima dos predecessores e não só enxerga isso quem também se utiliza de lentes políticas. Mas quando me referi ao “despolitizado”, é pq ele tem feito coisas sem se medir pela política. E afirmo pq sei exatamente quais são. Não era o caso de expor nesse texto. Já o fiz em outros.
Qualquer tipo de política, deve estar embasada na lei.
O adjetivo atribuído a ele é um eufemismo, mediante a prática já denotada por você, acima.
Assim você diz, “Todos sabem quando você é honesto”.
A honestidade é indubitável, em todo o tempo. O que fazemos hoje,refletirá no nosso futuro. O bom é ñ carregarmos “PESOS”