PAULO AFONSO – O exemplo foi adotado primeiro em Petrolina-PE, que ontem registrou a impressionante marca de 47 casos de coronavírus. Sendo 13 nas últimas 24 horas.
Em Paulo Afonso, o último dia útil, quinta 29, foi de caos total em frente a Caixa Econômica Federal, único destino bancário para sacar o auxílio de 600 reais do governo federal.
Eis que a prefeitura, neste sábado 02, descruzou os braços, porque se fosse esperar que a Caixa o fizesse, como imaginou, não haveria mais como controlar a explosão de doentes no município.
A Secretaria de Infraestrutura está colocando o espaçamento no chão com setas indicando onde cada cliente deve ficar.
Há correlato a este, outro drama. Os motoristas de vans estão desesperados sem poder trabalhar, ao passo que nos automóveis o deslocamento acontece da mesma forma com as pessoas mais juntinhas ainda, o que explica o fluxo de tantas pessoas na cidade.
Dado que apenas proibir uma classe de trabalhadores não resolve a questão de aglomeração; proibir feiras livres causa dano aos feirantes; fechar supermercado leva muitos clientes à véspera ao mercado e, consequentemente aglomeração.
Há definitivamente muita urgência de se pensar, pragmaticamente, em como colocar a cidade de volta à normalidade possível.
Em tempo: Paulo Afonso tem 7 casos positivos, e espera o resultado de mais 25.