PAULO AFONSO- A Câmara Municipal está prostrada em sua própria insignificância como Poder Legislativo. Não há, por mais benevolente que seja a análise, como tergiversar diante da inépcia de um Parlamento, há dois meses, sem qualquer ação frente a pandemia de coronavírus que rege, bem ou mal as ações do Executivo desde o dia 21 de março.
Muito embora críticos como o ex-vereador Daniel Luiz (Progressistas) usem muitas alegorias, é preciso que se diga: encontra ressonância nas vozes de muitos setores da sociedade que observam a falta de comprometimento do Legislativo com a causa, e mais precisamente: com os menos favorecidos.
Os vereadores de Paulo Afonso não tiveram coragem de baixar um único centavo de seus vencimentos; até agora estão improdutivos, dizem que “por questões técnicas”, e passam, dia após dia, ao largo da crise que assola pequenos empresários, feirantes e trabalhadores informais; recolhendo seu rico dinheirinho bancado pelo contribuinte, sempre mais calejado.
Nem mesmo como consolo, se bem observado, o Legislativo dispõe de uma mensagem que acalante a população. Melhor assim, porque perante a falta de ação, soaria hipócrita.
Isto não significa que, de forma reservada, um ou outro vereador não faça nada. Mas a hora é do coletivo. E esse, no que diz respeito à classe, está ausente.