PAULO AFONSO – Em reservado, Raimundo Caires (Progressistas) sequer admite tal aliança. Mostra indignação com o que foi feito de suas ações no âmbito social pelo seu sucessor Anilton Bastos (Podememos), mas em público já admite que “trabalha para ser o candidato das oposições”, deixando evidente que a conversa para ele retirar a sua candidatura existe.
Que fique claro: as circustâncias favorecem Caires, e não Anilton, pois se o progressista mantiver a campanha, a coisa degringola de vez, considerando também a opção Mário Galinho (Solidariedade), que vai sim disputar a prefeitura.
O problema é que, para aceitar indicar o vice, para a composição da chapa majoritária com Anilton, Caires tem que abandonar mais de 16 anos de estadia na oposição; e também o discurso com o qual sustenta suas bases, inlcusive a velha didática: “Eu contra eles”, o “eles”, já não lhe será tão distante assim.
Há quem sustente também que toda essa resistência de Caires nada mais é que a valorização do passe, pode ser. Mas ele mais do que ninguém sabe o trago amargo que vai ter que engolir, talvez nem lhe passe a garganta.