PAULO AFONSO – O Forró Esperança realizado pela prefeitura não foi apenas uma saída honrosa para ajudar, sim, é esse o verbo, os músicos locais, deu tão certo que tão logo o trio elétrico ganhou as ruas, grupos políticos rivais, nenhum pouco preocupados com a situação dramática da categoria, se pôs a botar gosto ruim e apontar irregularidades onde, resta provado, não existe.
As denúncias saíram do Ministério Público de Contas, que pediu a suspensão do evento e do pagamento dos artistas. Também, tais denúncias foram plantadas na imprensa em nível nacional e tudo isso chegou ao Tribunal de Contas dos Municípios.
Uma vez no órgão fiscalizador, a procuradoria precisou explicar a ação de cunho meramente social em vista da pandemia de coronavírus. De acordo com Igor Montalvão, procurador do município, o TCM autorizou a continuação da festa e reteu o pagamento do cachê aos artistas até maiores detalhes, mas houve conselheiro que elogiou a iniciativa da prefeitura.
Montalvão falou ao novo contratado da RBN, Carlino Souza. “Houve uma sessão por vídeo conferência no TCM, ontem, ao vivo, eu participei, fiz uma sustentação oral, e pude esclarecer para os conselheiros do Tribunal qual foi o real objetivo do Forró Esperança. Uns entenderam, inclusive parabenizaram o prefeito dizendo que se tratava de uma ação social com os artistas.”
A cautela de dez dias
“Por cautela eles [os conselheiros] vão aguardar o prazo de dez dias para que nós possamos apresentar a documentação necessária e podermos efetuar o pagamento dos artistas”, disse Igor.
Montalvão, durante a entrevista, revelou que para alguns músicos a situação é tão complicada que eles não tinham como pagar sequer a internet para trabalhar.
O Forró Esperança custou 85 mil reais, tendo uma média de 200 reais por artistas.
Um comentário
não da pra entender, dizer que quer ajudar, mais até hoje não autorizou o pagamento do auxilio para os músicos e pessoal ligados a eles.