PAULO AFONSO – Pois é, em dezembro passado, eu informei a vocês que o deputado federal Mário Júnior (Progressistas) estava abraçando o projeto do 4º mandato do ex-prefeito Anilton Bastos (Podemos).
Àquela altura, Mário Júnior reconstruía suas bases após perder os três vereadores Pedro Macário, Cícero Bezerra e Bero do Jardim Aeroporto, para o governo.
Negromonte chegou então ao aniversário de Anilton com um grupo pequeno. Nele estavam o ex-vereador Dinho, Rafael Negromonte e Diego Odisseia, que seria depois o novo presidente do Diretório Municipal, em substituição a Val Oliveira.
Declarou que seria fácil a união uma vez que Anilton agora militava no mesmo espaço dele, ou seja, na oposição.
O acerto vinha sendo costurado desde o pleito de 2018. “Acerto de não ataque, entende?”, disse-me um interlocutor de Anilton.
O tempo passou, e a chegada de Raimundo Caires, voltando, digamos assim, também estava no horizonte do grupo de Anilton, dali sairia o vice, certamente.
O problema é que Caires fora iludido. Caires acreditou que o partido trabalharia seu nome para concorrer à eleição, e não para compor. Eis agora a questão: Caires não aceita composição com Anilton, porque, a bem da verdade, nunca aceitaria ser vice de ninguém.
Ninguém com juízo acha que o deputado está errado, especialmente agora com esse revés colhido pelo ex-prefeito no TCM e no TRE-BA, cuja liberação de seu registro ainda vai depender de uma decisão em Brasília.
Paralelamente, Mário Júnior não pode errar agora, precisa tomar a decisão que lhe garanta protagonismo em 2022, quando tentará continuar na Câmara Federal. Portanto, se fustigar Raimundo, perde, se abandonar Anilton perde também. O que fazer então?
Política é a arte do convencimento, entendem?
“/Quando eu digo que não quero mais você/ é porque te quero/ eu tenho medo de te dar meu coração/ e confessar que eu estou em tuas mãos/mas não posso imaginar o que vai ser de mim/ se eu te perder um dia.../”
Derrota nas urnas.