PAULO AFONSO: Quem te viu, quem te ver. Quem diria que quatro anos depois daquela apreensão no depósito da prefeitura, também de cestas básicas, detalhe: naquela ocasião o Ministério Público Eleitoral agiu provocado por denúncia de uma das coligações.
Um fato como o ocorrido hoje, no povoado Caiçara, de um militar, ainda que sem a farda, dar voz de prisão a uma funcionária da prefeitura, devidamente identificada, por suspeita de compra de votos, é algo inédito na política de Paulo Afonso. Que se diga: nem Anilton (Podemos) experimentou isso de opositores.
Foi de arrepiar os cabelos, e, tanto naquele 2016, como hoje, não resultará em nada. A ação de militantes ligados ao ex-prefeito tem o mesmo valor de um fósforo queimado. Contudo, pelo curso que andam as investigações, alguém sempre pagará a conta.
A funcionária da prefeitura, Ana Cristina, em entrevista ao repórter Thiago Nascimento da RBN, disse o seguinte:
“A verdade foi uma só. Eu estava fazendo o meu trabalho na Caiçara, um trabalho funcional que acontece desde o começo da pandemia. Todas as quartas-feiras eu faço o acompanhamento das famílias entre outras demandas e hoje quando chegamos na Vila Matias percebemos um carro nos seguindo, prosseguimos normal. Fizemos a busca ativa para ver o perfil dessa família, o carro parou logo atrás e ficou parado, sem que saísse ninguém, também não sabíamos quem era. Quando chegamos na Caiçara [o automóvel era um Fiat Idea/cor azul] parou atrás, viu todo o processo, eu conversando com a senhora [então chegou um outro carro] nos fecharam e abordaram a gente com arma de fogo e nos pediram para sair de dentro do veículo.”
De acordo com Ana Cristina, após essa abordagem, foi dada a voz de prisão, e a mulher com quem ela conversava ficou bastante nervosa.
“Eu pedi para que se alcamasse que ali era um mal-entendido, coisa da oposição querendo fazer contra o nosso trabalho, aí fomos conduzidos à delegacia, onde estamos até agora”, concluiu a assistente social.
A prefeitura lançou a seguinte nota sobre o ocorrido:
A Prefeitura de Paulo Afonso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), repudia a abordagem realizada com a equipe do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), durante esta quarta-feira (21), por integrantes da coligação Inova Paulo Afonso, inclusive utilizando arma de fogo.
As servidoras realizavam o trabalho de entrega de cestas básicas para pessoas em vulnerabilidade social, ação que está regulamentada dentro da Lei Municipal 1.353 de 22 de dezembro de 2016. O projeto faz parte da Sedes, realizado corriqueiramente, inclusive com respaldo de decisão do juiz eleitoral Adriano Lemos de Souza, em 2016, pela autorização da continuidade de programas assistenciais/ emergenciais durante período eleitoral, tendo em vista que as pessoas que necessitam não podem ser penalizadas sem o benefício.
A Sedes reforça que a equipe estava totalmente paramentada, com fardamento e carro exclusivo da secretaria, como estabelece os critérios para garantir o acesso aos direitos socioassistenciais previstos em Lei, tendo o Município, a responsabilidade por sua implementação e coordenação.
A Sedes ressalta o seu compromisso em continuar servindo a população de Paulo Afonso, dentro dos parâmetros da legalidade, responsabilidade e ética.
Um comentário
Toda eleição é essa maracutaia, e o pior é que arranjam desculpa pra tudo. Acorda Paulo Afonso, VAMOS MUDAR DE VERDADE> DALE GALO