PAULO AFONSO – Imediatamente todos nós da imprensa, pela lógica, creditamos à vitória do prefeito Luiz de Deus (PSD) ao campo. À fidelidade [majoritária] do eleitor da área rural. Por lá, Luiz de Deus escapou.
Vendo com certa distância dos fatos, cumpre dizer: quem salvou Luiz de Deus foram os 7 mil votos do Progressistas. Tirando-os, a lapada imposta por Galinho (Solidariedade) não teria reversão na área rural. Eis uma crua verdade.
Porém, embora ainda calados, ninguém no PP está certo quanto a participação na nova gestão, que apresenta a mesma face incompetente em razão do distanciamento tanto de Luiz como de Luizinho, secretário de Saúde, que ao trazer o deputado federal Mário Júnior livrou o sogro de uma humilhação eleitoral histórica: perder para um candidato que sequer parte do eleitorado sabia quem era.
“O que se vê ali é gente muito falsa. Passou a campanha, e valendo-se da ausência de Luizinho, além de desqualificar o nosso trabalho, nem com a gente fala”, relatou ao Painel, um aliado do partido.
Barbas de molho e orelha em pé. Quem pode se lucrar de uma eventual porta na cara do PP, é o concorrente de Mário Júnior, o também deputado Otto Filho (PSD). Gente para trabalhar por ele não falta na prefeitura, principalmente se mandito o mesmo secretairado.