PAULO AFONSO – Há características que perseguem a oposição não importando o quantitativo ou o tempo: a pulverização e a falta de um projeto que una vereadores em direção ao Executivo.
Não foi por acaso que a base do antigo PP, hoje Progressistas migrou toda para o governo sem olhar para trás ou sentir remorso. Foi.
Também não é obra do divino que, Pedro Macário (DEM) obteve 15 votos para continuar presidindo à Casa, a despeito de tudo que se falou dele, principalmente os vereadores Bero do Jardim Bahia (PSB) e Marconi Daniel (Podemos) durante os embates no cotidiano da Câmara, como atropelo dos trâmites nos projetos que aprovaram, por exemplo, os 80 milhões de reais pedidos de empréstimo pela prefeitura à Caixa Econômica Federal. Causa estranheza que, mesmo sendo tão ruim, Macário tenha recebido os votos deles. Causaria se não tivesse outras questões mais importantes, como manter empregos na Câmara. O chamado acordão.
O ano começou com a oposição sem posicionamento. Sem alternativa, sequer ao nome de Macário. E assim segue.
Agora os vereadores cuidam cada um do seu problema, um vai ao Ministério Público contra a Coelba, Gilmário Marinho (Podemos); outro questiona no mesmo órgão a Atlântico –caso de Marconi Daniel– Evinha (Solidariedade) faz um trabalho paralelo, e quanto ao grupo?, o que vão fazer? Qual é a linha de trabalho?, como vão arbitrar o jogo sem uma regra?
Que se diga: cada vereador tem uma demanda própria correspondente à origem de seus votos, o passo seguinte deveria ser a demanda geral, de todos.
Há muitas legislaturas o Parlamento não sabe o que é isso: oposição coesa e determinada, o que inviabiliza o assédio.
Comentando o assunto, o interlocutor do prefeito, em caráter reservado, afirmou ao Painel, “Quem aguenta quatro anos na oposição?, a maioria se puder quer vir de mala e cuia.”
A saber como a passagem dos dias.