PAULO AFONSO – Quando o nome da esposa de Geraldo Carvalho entrou na lista de demitidos da área de saúde do Hospital Nair Alves de Souza que, supostamente atingiria profissionais com dois ou mais vínculos, foi difícil acreditar.
Geraldo não só contribuiu para a reeleição de Luiz de Deus (PSD), com votos, como em 2014 sofrera perseguição por defendê-lo. Sendo demitido na leva da canetada do então prefeito Anilton Bastos.
A incredulidade foi tamanha, que nem mesmo Geraldo estava convencido do ato. Convencido de que o prefeito o fez de cabeça pensada. Além dele, o sentimento de ingratidão e espanto tomou outros políticos que estavam ao lado de Geraldo durante a caminhada eleitoral.
Do episódio só se pode concluir uma coisa: na cabeça de Luiz de Deus e, de resto, da sua família, duas eleições vitoriosas são frutos unicamente de sua biografia.
Não passa remotamente por essas cabeças que, na primeira vitória, não fosse o esforço tremendo de Anilton, Luiz teria perdido para o irmão, Paulo.
Agora, contribuíram, além de pessoas como Geraldo- vários cabos eleitorais com 400, 500 e até 600 votos; a desistência do Progressistas e sua junção; uma equipe de marketing brilhante coordenada por Clecinho Inovare – que soube vender o lado bom do governo ante o bombardeio sofrido pelos adversários; a escolha de Marcondes como vice, que atenuou problemas na área rural – onde o prefeito se ergueu-,e lógico, mais dois concorrentes fortes forçando uma terceira via e a divisão do eleitorado.
Daí por que achar que isto que está em curso é o correto, corresponde à soma da música de Caetano Veloso: “Tudo certo como dois e dois são cinco.”