PAULO AFONSO- O colapso na Saúde é consequência do político. Em primeiro lugar, no curso da campanha e, principalmente, no dia da vitória de Luiz de Deus (PSD) o prefeito foi exposto ao vírus. Adoeceu.
Adoeceu também o secretário Luiz Humberto, homem de confiança de Luiz, e único secretário que tem poder de decidir – se Luiz faltar-, hoje, ninguém mais tem qualquer dúvida sobre isso, ou tem?
Eis que, na ausência de ambos, a prefeitura ficou dois meses sem gestor. Foi o tempo de o boletim epidemiológico registrar 700 casos ativos de Covid-19, sem que ninguém na prefeitura se mexesse.
Vale dizer aqui: nem na prefeitura e muito menos na oposição que se acovardou. Não houve, a tempo, nenhuma voz que ousasse questionar por que o vice-prefeito Marcondes Francisco (PSD) não assumia o poder para colocar ordem na casa?
Como se viu, após a tomada de posse do prefeito, ainda em São Paulo, onde se tratava da Covid, secretários que não mandam sequer na própria sombra, ficaram para tomar decisões à esmo.
Tudo somado, agora o município vive o caos pleno. UTIs cheias, crise financeira, comércio quebrado na emenda – e secretário nas trilhas da vida.
O combate à Covid-19, por ingerência caseira, foi entregue nas mãos do governador Rui Costa (PT).
É bom lembrar, correlato ao problema, seguem a falta de remédios para o controle de doenças crônicas; obras paradas – e os distratos- que ninguém se mexe para explicar; demissões de profissionais de saúde – vacinados e treinados -; sofrimento dos idosos em filas quilométricas para serem vacinados.
Nas ruas o povo já entendeu: “O que foi mesmo que Rui Costa decidiu?”, perguntam.
Ele [o governador] decidiu por uma espécie de lockdown na Semana Santa que deve durar até 05 de abril.