PAULO AFOSNO – A bancada de oposição cumpriu a palavra de apresentar esta semana os documentam que, segundo eles, sustentam a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito –CPI-, na Câmara Municipal.
Para chegar à Mesa Diretora e ser lida, há a necessidade de mais um voto além dos 4 da bancada. Ainda não se sabe se a oposição tem esse voto.
É impressionante, porém, a falta de compromisso dos demais parlamentares com o mandato. Ir à apresentação da documentação não significa propriamente aderir ao pedido. Mas conhecer o conteúdo, ainda que seja para discordar dele.
A exceção do vereador Jean Roubert (PSD), presente, entende-se porque ele é o presidente da Comissão de Justiça, e talvez tenha mais zelo pelos votos que recebeu do que seus pares. Isto não significa ainda adesão à proposta de abertura de uma CPI.
A oposição enviará toda papelada aos demais vereadores.
A CPI, sustenta a oposição, é uma investigação paralela a que já aconteceu na prefeitura que resultou no afastamento por 4 meses de uma funcionária da Secretaria de Saúde, e também ocorre pelo Ministério Público Federal acerca dos gastos na pandemia.
A bancada acredita haver mais envolvidos na suposta fraude da compra de respiradores e, para se chegar a essa conclusão de forma transparente, necessita ouvir funcionários e anilisar documentos.
Portanto, a Secretaria de Saúde está na mira da CPI.