contato@ivonelima.com.br

Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

A vez de Marcondes Francisco

Postado por:

Facebook
WhatsApp
5c4ccd5a-fe96-448b-899c-1a573e7fa8f8

PAULO AFONSO – “Nunca em hipótese alguma, eu largo meu companheiro de 30 anos Luiz de Deus”, me disse o vice-prefeito Marcondes Francisco (PSD) em conversa reservada.

Quando, finalmente, estiver liquidada a eleição de amanhã, todos os olhares se voltam para a cadeira do prefeito Luiz de Deus (PSD). Em primeiro lugar, porque é preciso recolher a votação dada a candidata a deputada estadual Luiza de Deus (Progressistas), e analisá-la com ou sem punição; em segundo, porque será a próxima eleição.

No primeiro caso, a caneta do prefeito tende a não trabalhar muito, pela proximidade da eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal, cujo prefeito tem prioridade e votos duvidosos; e no segundo, serão dados passos para a definição do seu sucessor.

Campanha de Mário Jr para recondução à Câmara Federal.

A foto estampa o vice-prefeito Marcondes Francisco, os vereadores Leco (PSD), Jailson (União) e Pedro Macário (União), pedindo votos para o deputado federal Mário Jr (Progressistas), ontem no bairro Perpétuo Socorro.

Aprofundando, é uma imagem que ilustra a eleição sui generis em curso, aparentemente formou-se um grupo lateral ao governo. Um grupo que se apartou do prefeito em razão da não adesão à candidatura de Luiza de Deus.

Corre nos corredores da Câmara que, este grupo que, adiante, objetiva cacifar Francisco para concorrer a prefeito, já teria um plano para sobrepor um nome ao candidato de Luiz à presidência da Câmara.

O governo vai tentar equilibrar a disputa trazendo para o seu time o vereador Bero do Jardim Bahia (PSB) – Gilmário Marinho (Podemos) já está confirmado – porém, Bero tem suas condições. Eis o ponto de conflito.

As questões de Bero são na linha política, traduzindo: a vinda de Bero, antigo líder do governo e aliado de primeira hora, pode gerar uma aproximação com o ex-prefeito Anilton Bastos (PV) e assim, o vinagre se aproxima da candidatura de Marcondes.

O jogo é arriscado, mas dificilmente o governo perde. Mesmo soldados do PP podem virar as costas para a vontade do partido quando o assunto for presidência da Câmara, pensando cada um na sua própria sobrevivência, o exemplo cristalino é Zezinho (PP); após empregar aliados na prefeitura, Zezinho está firme com Luiz de Deus, não abre.

A oposição tem seu quinhão

Marconi Daniel (PV), Jean Roubert (PSD) e Evinha (Solidariedade) formam uma frente capaz de decidir a parada, no caso de haver consenso sobre o nome a ser indicado pelo time que concorre contra o candidato governista.

Não se pode esquecer que o atual presidente, Pedro Macário, obteve 15 votos; a hegemonia se deu quando o assunto chegou nos cargos da Casa. A oposição foi a primeira a ceder. Daí por que sem serem privilegiados, dificilmente essa trinca se arrisca num candidato aleatório. O governo tenta ouvir o barulho do estômago.

Marcondes sabe que não pode errar. Precisa fazer o presidente da Câmara – com ou sem o governo. Virar dessa articulação o seu cacife para impor, perante amores antigos, aventureiros ou mercenários seu nome como o candidato à secessão do prefeito Luiz Deus.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *