PAULO AFONSO – O nome do governo para presidir a Câmara nos próximos dois anos é do atual presidente Pedro Macário Neto (União), eleito nas duas últimas eleições, portanto vedado para esta.
O governo, sem ânimo para apostar em Irmã Leda (PDT), pelo único fato de ela ser mulher, leva adiante uma afronta à Constituição com a qual pretende habilitar mais uma vez Macário e seguir com ele livre de ameaças de CPI.
Não passa pela cabeça do governo qualquer outro nome. Mesmo Valmir Rocha (PCdoB), que tem se mostrado fiel, terá chances. Sobre o trio que não apoiou Luiza de Deus (Progressistas), Zé de Abel (PSC), Leco (PSD) e Jailson Oliveira (União), o governo quer distância segura.
Esse trio conta com o apoio do vice-prefeito Marcondes Francisco (PSD) para articular uma chapa alternativa com o pessoal da oposição: Evinha (Solidariedade), Jean (PSD) e Marconi Daniel (PV), porém, falta saber com quem Mário Jr (Progressistas) quer ficar no final. Até o momento o deputado reeleito está em silêncio.
Olhando rapidamente, a articulação oposta tem mais nomes que o governo. O teste será mesmo a habilitação de Macário, com necessidade de dois terços dos 15 votos possíveis. Se não passar, a campanha para a Mesa Diretora estará aberta e o governo terá que oferecer muitos cargos para ganhar. Sempre com risco.
Por seu turno, a oposição tem a chance se erguer com votos desses que hoje estão descreditados no governo – apesar de manterem as aparências – nos bastidores, a trinca não esconde que o ambiente no governo está péssimo.
E o governo idem. Por lá, quando se fala o nome deles, alguém risca a faca no chão: “traidores!”, contudo, na eminência de tudo se perder, o governo abafa as mágoas.