PAULO AFONSO – Ainda está semana, o presidente da Câmara Municipal, Zé de Abel (Podemos) que é empresário, precisou negociar uma venda avisando ao seu cliente que “ainda estou sem poder mexer em minhas contas”; contudo, uma vez que o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Nilson Castelo Branco, determinou a suspenção da CPI, há uma semana, o desbloqueio das contas de Zé era uma questão de tempo.
O bloqueio fez parte das medidas coercitivas no processo da oposição, donde viria, caso a CPI progredisse e Zé se mantivesse fiel ao governo de Luiz de Deus (PSD), a mais severa: o afastamento da presidência da Casa.
Ontem, o juiz Cláudio Pantoja determinou a liberação. O desbloqueio das contas do presidente é o último ato desse processo que testou a fidelidade “canina” de dois presidentes do Legislativo ao prefeito Luiz de Deus. Antes de Zé, Macário (União) também enfrentou outra decisão judicial.
O Painel ouviu um advogado sobre uma possível sobrevida da CPI da Saúde. “Um advogado que tenha juízo não aceitaria enfrentar a decisão do presidente do TJ-BA”, disse a fonte sob sigilo.