PAULO AFONSO– Em 2020, o advogado Adelmar Martorelli, concedeu uma análise sobre a campanha recém-terminada na qual, de forma apressada, se dizia que Luiz de Deus (PSD) [e congêneres] era, dali em diante um político liquidado.
O prefeito ganhara de Galinho (PSDB) por míseros 805 votos colhidos, sobretudo na área rural, cujo eleitorado é mais resistente à mudanças.
“Com relação à eleição de Luiz de Deus, ficou comprovado que a cidade continua um ‘curral eleitoral dos ‘Deus’; tivemos apenas uma candidatura de oposição que foi muito bem, bateu na trave. Anilton não se pode considerar oposição porque é cria dos ‘Deus’; mas é preciso analisar as coisas como são, não adianta dourar a pílula, não houvesse a cisão entre Luiz e Anilton, o resultado não seria de 805 votos contra Galinho, mas de mais de 12 mil votos. Galinho está de parabéns, mas sem o rompimento o ex-vereador não teria passado perto de se eleger. Eles ainda são hegemônicos.”
Passaram-se três anos dessa constatação e hoje, não há ninguém com juízo em Paulo Afonso que pense o contrário. Não é à toa que, ainda se recuperando do gravíssimo problema de saúde que o tirou da prefeitura por 6 meses, Luiz de Deus recebeu de bom grado a visita de Anilton, e desde então, ambos são o que sempre foram: amigos e parceiros para o que der e vier, principalmente para a eleição.