PAULO AFONSO- “Eu estive na área rural, e lá, as pessoas nos chama à boca miúda e dizem: “quem canta no quintal é o galo”, murmurou a esta jornalista, um contato da área rural, ligado estritamente à prefeitura.
O Galo (PSDB), enfrenta resistência, inclusive do seu próprio temperamento. “Galinho ainda é instável, a gente conversa hoje, e amanhã, tem que reforçar o acerto, porque ele aparece com ‘novidades’”, disse-me outra fonte, sob reserva, refletindo suas últimas conversas com o pré-candidato a prefeito.
Muito embora a prefeitura tenha sempre a vantagem do emprego como passos à frente na corrida eleitoral, e todos sabem que não é um dado desprezível, Galinho não tem mais a condição de anticandidato, ou seja, aquele que luta para tomar o poder partindo de uma via extra, ele, hoje, é o candidato que, ou você ganha no peito, no mano a mano, condição que será ou de Marcondes (PSD) ou de Anilton (PV), pode-se ainda argumentar: dos dois, ou ganha com ele – o caso da oposição.
O jogo está em equilibrar as emoções. “Há muito em jogo. Não podemos pegar Galinho e atropelar os que estão aí se destacando, empurrando-o como única e inevitável opção”, me confidenciou outra fonte da oposição, atenta à união iminente dos blocos.
Dito de outra forma: Galinho continuou impressionantemente forte, mas vê no retrovisor Marconi Daniel (PV), Evinha (Solidariedade) e Jean (PSD), atuantes e com méritos para se sentarem à mesa de negociação da montagem da chapa majoritária.
Eu digo, parafraseando Dom Hélder Câmara, ‘o caminho se faz caminhando’; bom mesmo é que todos marchem fortes. Me agrada a vantagem de Galinho, assim como o crescimento da oposição num todo. São jovens, oxigenam a política e trazem vozes e olhares que nunca tiveram espaço no poder em pé de igualdade.
Acrescento: não desprezem doutor Juliano (Republicanos), amparados em idiotices ideológicas. Todos os nomes dispostos na oposição precisam ser valorizados. Ainda que se precise caminhar – e muito até a vitória-, o destino, me parece traçado.