PAULO AFONSO- Há uma semana, as informações dos interlocutores dão conta de um ambiente de impaciência em torno do ex-prefeito Anilton Bastos (MDB), em relação ao acordo que o fez tirar uma foto com o prefeito interino Marcondes (sem partido). E ambos colocarem uma legenda de acertos.
A política é a arte do acordo, embora haja tantos desacordos pelo caminho. Então, a ser verdade que Anilton é, vejam que usaram um superlativo “candidatíssimo”, convém perguntar: de quem?, qual seria a base política que sustentaria uma pré-candidatura de Anilton?; se o governo tem Marcondes e Bacelar (PV) deu uma carteirada para empurrar Marconi Daniel (PV). Logo, fica evidente que a nota tem por objetivo azeitar as relações.
Contudo, pode ter efeito contrário e acabar tudo indo ao bom e velho vinagre. Outro ponto que não se pode desprezar, para entender as razões do recuo estratégico de Marcondes – que ainda não nomeou nenhuma indicação de Anilton- é que Luiz de Deus, há um ano licenciado, nunca deixou de exercer seu poder moderador, atrapalhando no que pode as questões políticas.
No final de semana, mais uma vez, foi dada como certa a exoneração de Adonel Jr, da pasta da Saúde, e nada. De Cléston, Administração, idem. A ida de Chico para o Meio Ambiente, nem um passo. O freio tem nome e sobrenome: Luiz de Deus.
Lá na Chesf, passa-se a impressão de que jogaram mesmo a toalha.