PAULO AFONSO- De repente, não mais que de repente, para lembrar o poeta, os senadinhos da cidade fervilham sobre uma possível destituição do prefeito Galinho (PSD), baseados em fantasias, as mais alucinadas possíveis.
No cantinho da tapioca, para se medir o clima de golpe, já se articula, inclusive, quais cargos, os puxa-sacos sem saco para puxar, vão ocupar, num futuro governo do vice-prefeito Macário (PSDB) que hoje vive em seu sagrado exílio no Parlamento.
A trama, seria desembocada na Câmara Municipal de cujo vereadores dependem mentalmente de Macário, avaliam os golpistas sem noção.
Contudo, para a tristeza destes, de acordo com o conhecimento de Ozildo Alves (Angiquinho) sobre a personalidade do vice-prefeito, “É evidente que o Macário tem bom trânsito com os vereadores, tanto oposição como situação – não tem saído da Câmara, acompanha todas as sessões- mas o Macário é muito leal aos líderes que ele segue. Se foi algo construído pelo Macário, além de outras qualidades, foi essa confiança.”
Não deixa de ser revelador que tal conteúdo ganhe o rádio. Como seria possível um governo eleito de forma tão soberbamente democrática, impondo a maior derrota já registrada numa eleição ao adversário que, então, vinha num ciclo de quase 30 anos de poder, ser impeachmentmado há apenas 8 meses de gestão?
Gente, o Carnaval ainda é em fevereiro.