PAULO AFONSO/ GLÓRIA – Não adianta dizer que “Daqui para frente tudo vai ser diferente” só porque nesta sexta (07/ago), o ministro de Portos e Aeroportos Tomé Franca, realizou visita técnica no aeroporto de Paulo Afonso.
Essas ações são mais antigas do que a música da Jovem Guarda. Há uma pauta que une os prefeitos regionais, hoje representados por Mário Galinho (PSD) e Vilma Negromonte (Progressistas), de Paulo Afonso e Glória, respectivamente: colocar o desenvolvimento econômico da região no mesmo trilho por onde andam outras regiões da Bahia.
Em vinte anos de governo petista no estado, a região que vota, eleição após eleição, praticamente de porteira fechada no grupo, sequer tem um Hospital digno.
Pessoas perderam a vida porque não foi possível realizar procedimentos de média complexidade nas unidades hospitalares de Paulo Afonso, a exemplo de um homem que morreu porque não operou a tempo uma hérnia etc. etc.
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Estruturar o aeroporto é importante, mas voos comerciais se sustentam pelo fluxo de negócios gerados na região e não por intervenção política. Como restou claro na recente experiência da empresa Azul, cujas operações não resistiram à falta de perspectiva econômica.
A região precisa do comprometimento dos demais entes com os projetos que pararam no tempo, por falta de prioridade tanto do governo federal como estadual, a exemplo do Jusantes, no território gloriense.
Sim, virá o Hospital Federal – a depender do resultado da eleição -, mas insisto: é pouco.
O que existe nesses municípios é demanda agregada: falta de estrutura, de ambiente para negócios, de investimentos no agro e na conseguinte oferta de ocupação que gerará renda.
Chega de migalhas.