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Paulo Afonso-BA, 8 de outubro de 2026

Líder governista freia requerimento de Jean e alega ‘armadilhas’: “Acusa em vez de pedir explicações”

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PAULO AFONSO- O governo foi taxativo: essa estrovenga não passa. E Beto Doido (MDB) saiu-se muito bem. Havia, de fato, motivos para o prefeito Galinho (PSD), desconfiar de um sem número de cascas de bananas contidas naquilo que deveria ser um documento simples da oposição pedindo explicações acerca de um contrato da prefeitura com o Instituto SETES.

Mas tinha tanta lei envolvida e citações que previam a convocação do gestor sob pena de sofrer uma ação por improbidade que, desde a leitura, ficou claro que não seria aprovado. Duas semanas depois, Beto Doido colocou em questão de ordem:

“Nós precisaríamos analisar com o jurídico da Casa, eu li atentamente com o nosso advogado, mas infelizmente, Jean, dentro desse requerimento há várias acusações já, onde deveria ter a solicitação para informações, aqui tem acusação, aí não tem condições, sequer tem a chance de defesa”, argumentou o líder e fechou questão para a reprovação.

Os apelos da oposição foram em vão. Nesse caso, o governo se precaveu de embaraços desnecessários. Tudo deveria partir de um requerimento simples, solicitando as informações e, caso fossem negadas, a bancada daria o passo seguinte, que é denunciar o governo.

Exatamente por se tratar dos recursos da Saúde, convém seguir tudo nos conformes sem subterfúgios linguísticos que dariam dor de cabeça mesmo em ministros do Supremo Tribunal Federal.

Em tempo: Beto já pode ir ao alfaiate, encomendar um terno e uma boa gravata.

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