PAULO AFONSO- O B a BA das eleições ensina que, quem quer tomar o poder se movimenta primeiro. É o caso do ex-prefeito Anilton Bastos (Podemos) que no último sábado 28, deixou explícito sua posição de adversário de Luiz de Deus (PSD) tornando os demais anticandidatos, porque à medida que a campanha avançar, tanto mais fragmentada a oposição [e qui me permitam dizer, não é o caso de Anilton] menos chances esses nomes têm de triunfo.
Eis que para dois seguimentos que sempre foram jogados à própria sorte, mesmo, diga-se, pelas gestões de Anilton, o ex-prefeito oferece uma alternativa que pode ser definitiva para incluir o esporte e a cultura como campos importantes e estratégicos da administração, propondo para eles duas candidaturas coletivas, que foram autorizadas pela Justiça Eleitoral em meados do ano passado.
Thiago Carvalho, músico, produtor cultural e pré-candidato a vereador explicou ao Painel como funcionará a candidatura coletiva, durante a confraternização promovida por Anilton, na pizzaria Sparttacus.
“É uma novidade para Paulo Afonso, nunca tivemos aqui, mas já aconteceu em algumas cidades e deram certo. O povo, digo, como classe se sente mais representada porque se juntam pessoas do seguimento de cultura, líderes de grupos e essas pessoas se juntam num número que eu vou chutar aqui, pode ser de cinco pessoas, por exemplo, convoca todas essas outras pessoas para que a classe seja representada no pleito e todos construímos juntos tanto o plano como ações que vamos elaborar, é absolutamente democrático.”
Que garantias terá o grupo de que, uma vez que o representante seja eleito ele cumprirá o acordo, as diretrizes etc., que serão estabelecidas?
Apenas um será diplomado. Como todos nós estaremos organizados se elegermos alguém e essa pessoa não cumprir o combinado, der um golpe, automaticamente se queima, porque se a classe toda tem ciência do acordo e lá na frente isso acontece, será péssimo para quem fizer.
O senhor acha que o eleitor entenderá esse tipo de proposta?
Eu espero que sim, nós vamos esclarecer o tempo todo sobre o assunto.
Como está o seguimento cultural sobre o mandato coletivo?
A gente está procurando primeiro as influências dos formadores de opinião, os líderes, os produtores que estão ativos atualmente para galgá-los e envolvê-los com a gente para o processo eleitoral e escolhermos quem serão essas pessoas que vão nos representar na Câmara.