GLÓRIA- A busca pela unidade na oposição encontra um grande adversário, o fígado. Com o órgão inflamado, os políticos não conseguem parar um minuto antes de vacilar e colocar a perder o caminho já traçado até aqui.
Só nesta semana eu fui procurada por eles, de todos os lados da oposição, para desmentir uns aos outros. É inacreditável.
Primeiro me chegou a informação por meio de um intermediário de Paulo Afonso, alegando que Alex Almeida (PDT) rompeu com Cícero Moraes (PT); sendo que o vereador esteve no sábado (11) com o pré-candidato de PT e falou da necessidade de se buscar a unidade.
“Ele rompeu a agora vai apoiar ou Carlinhos do Brejo (Pros) ou Ney Oliveira (Podemos), sem o Cícero”, afirmou o intermediário.
Alex negou prontamente por telefone. Disse que procura desde sempre uma chapa consensual envolvendo todos eles, e que Cícero foi “avisado” sobre a conversa.
Do lado de lá, digo do PT, me chegou também o notícia de que Ney Oliveira “teria desistido de se candidatar”; quando perguntado sobre o assunto, Ney disse que era “absurdo”, “não é verdade eu continuo pré-candidato.”
Em resumo bem simples tem-se o seguinte: para os políticos de Glória, não serve outro cargo que não seja o do chefe do Executivo.
Não fosse isso por que tanto estresse em fazer um blocão e partir para cima?
Enquanto a oposição bate-cabeça, vale lembrar, o grupo de David Cavalcanti (PP), pré-candidato à reeleição se consolida e busca neutralizar o avanço oposicionista, porque enquanto oposição perde tempo com maria-fofoca, tem muito trabalho no grupo que quer se manter no poder.
Se conselho fosse mesmo bom, ninguém daria de graça. Eliminem o atravessador.