PAULO AFONSO- O que acontece, em regra, quando há registro de denúncias contra a gestão de Luiz de Deus (PSD)?, bom, entra em cena dois ou três puxa-sacos para desqualificar quem as faz. A preocupação é apenas esta.
Ninguém se preocupa, em primeiro lugar – o que é espantoso!-, em dizer o que se passa. Se a tal denúncia faz ou não sentido. Se é culpa ou não da gestão. Dar-se por barato tais explicações e opta-se para a esculhambação generalizada.
Aqui cabe uma pergunta: é o governo que faz isso?, se deixa que façam em nome dele, sim. Dá no mesmo.
Diga-se de passagem que o expediente acima não é privilégio deste governo. É uma metodologia arcaica e predadora que sobrevive graças a dois ou três agentes do puxa-saquismo que ainda atuam na política local, mas que, felizmente as redes sociais estão enterrando.
Tome-se como exemplo, as duas últimas denúncias feitas pelo vereador Mário Galinho (SD); a 1ª sobre a falta de medicamento no posto médico do Moxotó [ que atende, segundo o secretário de saúde, Ghiarone, cerca de 9 mil pessoas], e a 2ª, mostrando o calor terrível da ante-sala dos consultórios médicos do Posto de Especialidades, em consequência de uma central de ar quebrada. Mário foi aplaudido. Nas redes e ao vivo.
E o que fez a assessoria de comunicação?, o que fez o governo?, o que fez àqueles que compõem a equipe da Secretaria de Saúde?, nada.
Ghiarone me deu as devidas explicações, porque eu liguei. A questão que se colocar aqui é como reage o governo diante desses fatos, para contra-argumentar.
Os adversários aproveitam, e como
Em plena campanha – mas sejamos justos, Mário Galinho sempre foi assim- tudo e qualquer coisa tomará uma dimensão oceânica, e com consequências que, a esta altura, parece não ter despertado ainda à gestão para o estrago real que fará em seu capital eleitoral.
E só é Galinho?
Claro que não. Mário, como agente político que nunca geriu nada, não tem passado político que lhe venha cobrar coerência, isto de certa forma lhe dá mais credibilidade. Mas, dada a falta de cerimônia comum a quem é político, os outros também fazem a festa.
O que o governo vai fazer agora?
Essa falha foi percebida de imediato pelo secretário extraordinário de relações governamentais Dernival Oliveira Júnior, ‘Val’ empossado na última sexta-feira 31.
“O governo se comunica de uma forma muito ruim. Sabe quem faz a propaganda do governo do estado?, os funcionários, isso é questão de ordem fundamental para Rui Costa; que sua equipe trabalhe na multiplicação das ações do governo; em desfazer fake News etc., e convencer outras pessoas a também compartilharem as ações do governo, uma medida que deveria ser adotada em todas as prefeituras”, observou Val, ao Painel.
A grande questão aqui é que, quem critica o governo por encontrar problemas que maltratam a população não cumpre nada além do seu papel fiscalizador.
Ao governo cabe desfazer o que é precipitação eleitoreira, má-fé e canalhice [quando o for]. Além de evidentemente, vender seu peixe.
Foto: Instagram de Val.