PAULO AFONSO – É inacreditável, porém ainda persiste uma confusão dos diabos com a gestão dos hospitais Nair e o HMPA, pelo município.
Na manhã de hoje, o vereador Zezinho (sem partido) foi uma dessas vozes a misturar alho com bugalhos.
Zezinho se dizia impressionado com a aprovação de uma espécie de crédito de 5 milhões de reais, pela Câmara, para, em contrapartida, os hospitais de Paulo Afonso estarem “matando o povo”, referindo-se a morte de uma jovem de 15 anos, havida na última sexta 13, em circunstâncias – no que tange ao atendimento dado à menina – obscuras.
A mocinha morreu devido a complicações de uma apendicite. Note-se: passou vários dias internada, de hospital em hospital, sem que fosse descoberta sua enfermidade.
Os médicos, ao que consta a família, acharam por bem “adivinhar” o que ela tinha, em vez de providenciar uma sequência de exames urgentemente.
Então há necessidade de esclarecer [mais uma vez] o que o vereador ainda não entendeu. Começando pela Casa. Ali nunca foi aprovado a soma de 5 milhões com destino ao Nair. A verba está garantida pelo Ministério da Saúde, e o valor exato é de 5,5 milhões de reais para cobrir as despesas nos departamentos de ortopedia e maternidade. Conforme o acerto judicial.
O que a Câmara aprovou foi o anexo de funcionários, agora dispensados pela prefeitura, que trabalham no Nair, à Secretaria de Saúde, a partir de então, toda essa despesa será da pasta, mas há nesse recurso de [cinco milhões e quinhentos mil reais] verbas suficientes para cobri-lo.
A de se saber também que Hospital Municipal não participa, em nenhum centavo, desse recurso.
É absolutamente compreensível a indignação dos parlamentares, especialmente de Zezinho, mas não tem nada a ver a tragédia mencionada, com o recurso do Ministério da Saúde, e por ventura, com a falta de médicos nas emergências, apontadas por ele.