PAULO AFONSO – O ex-prefeito Anilton Bastos (Podemos) se olhar bem o secretariado de Luiz de Deus (PSD) verá gente que ocupou a gestão dele nos mesmos cargos, fiquemos com dois nomes: Patrícia Alcântara (Planejamento) e Jânio Soares (Cultura e Esporte). Antes de o prefeito fazer avançar investigações da Controladoria Geral da União contra sua gestão, também ocupavam cargos no governo, Ana Clara, esposa, e Wilson Pereira, irmão.
Logo, dizer que Anilton é oposição ao governo de turno é mentiroso. Ele é rompido. Dissidência. Mas nunca oposição.
O deputado federal Mário Júnior (Progressistas) ainda chegou a forçar a mão em trazer Anilton para a oposição afirmando que “agora ele milita no mesmo campo que nós”, mas não conseguiu ir muito longe com a prosa e recuou, arrumando-se com Raimundo Caires, esse sim, autêntico opositor não só a Anilton, mas aos “deuses”.
A verdade é que Anilton precisa da oposição. Sem ela, ele não vai a lugar nenhum, porque não tem mais a prefeitura, e tenta lacrar a imagem de campanha renovadora buscando apoio em seguimentos sociais que, a bem da verdade, não foram ainda contemplados pelos sucessivos governos, dele e do que está aí.
Todavia, a oposição é maior e mais complexa, mas infelizmente também não conseguiu unidade.
O PT, fragmentado, tem gente para todo lado. Mário Galinho (Solidariedade) faz questão de chapa pura, e com isso encerra a possibilidade de aliança. Capitão Paz não tem projeção suficiente para se mover de igual para igual com eles, e Raimundo Caires que lute para tentar trazer mais alguém que lhe dê condições de dizer “não” a Anilton. Se bem observado, ainda não tem.
É uma pena que a oposição não se perceba com o reflexo que tem. Seria imbatível.
Um comentário
O único que representa a verdadeira mudança na prefeitura e GALINHO, o resto é tudo quase igual , vai ficar na mesma enganação.