PAULO AFONSO – 2020 vai provar, após o dia 15 de novembro, qual político fora do poder, pode se equiparar a Raimundo Caires (Progressistas), que teve 18% dos votos válidos no último pleito, sem partido forte, nem mesmo campanha.
Se Raimundo topar a empreitada de indicar o vice, na chapa com o pré-candidato do Podemos, o ex-prefeito Anilton Bastos, cumpre registrar, todo esse tempo e léguas percorridas, as palavras ditas, “perseguidor”, “destruiu tudo o que eu fiz”, “não gosta de pobre”, precisará ser revogado, renegado, o político pregresso das lutas de classe dará lugar ao novo político, do qual ainda não se sabe nada.
Se o Progressistas só conseguiu essa saída para Raimundo, equivale a jogá-lo no precipício.
Entretanto, que se diga, o vereador Mário Galinho (Solidariedade) já abocanhou o eleitorado do partido e do político.
“Não fosse a pandemia que interrompeu a caminhada de Raimundo, e o prejudicou mais que aos outros, seria impossível ele topar compor a chapa indicando o vice, ele vinha crescendo consideravelmente”, avaliou uma fonte ligada ao Progressistas na condição de sigilo.
Com esse fôlego a mais que o prazo para as convenções deu, de meados de agosto até 15 de setembro, o fiel eleitor de Raimundo, ainda pode ser surpreendido.