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Paulo Afonso-BA, 11 de maio de 2026

“Não faltou recursos à UTI do BTN”, esclarece médico sobre mortes de pacientes vítimas de Covid-19

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PAULO AFONSO – Com a ligeireza costumeira, um setor da imprensa pauloafonsina à serviço de grupo político, noticiou que faltou recursos à UTI geral do Hospital Municipal no BTN, e que isto teria ocasionado a morte de dois pacientes vítimas de Covid-19, nesta terça-feira 22.

Não existe qualquer sem cerimônia por parte desses ditos comunicadores, se por tabela, puderam acusar o prefeito Luiz de Deus (PSD) de corresponsabilidade em alguma coisa.

Desde sempre tem sido esse o objetivo da imprensa partidária: colocar no colo do prefeito as mortes ocorridas no município em decorrência da pandemia de Covid-19. A eleição é dia 15 de novembro.

Ocorre que, para chegar ao intento, é preciso imputar crimes também aos médicos. O mais comum é acusá-los de alguma negligência. Tal expediente não poupa a manipulação de familiares devastados com a dor de perder um parente para a doença.

O médico Henrique Coelho, que coordena a equipe médica da UTI-Geral, fez um comunicado sobre as últimas mortes ocorridas ontem, e as acusações por parte da imprensa justiceira.

São 44 vítimas de Covid no município.

“A Covid é uma doença grave e mata bastante. Prova disso é o que a gente ver que o índice de morte é alto seja aqui, nos Estados Unidos ou no Japão, em qualquer lugar desse planeta, independentemente do nível de equipamentos que se tenha, do luxo da UTI, o Covid mata muito. Há capitais do Nordeste em que o índice é de 15 altas para 90 óbitos; essa história que o Covid não mata não é verdade, a Covid mata, e mata muito. Então esses pacientes chegaram aqui com quadro clínico grave e um deles já fazendo insuficiência renal, distúrbio de ácidos básicos muito intensos, inclusive com a taxa de óbito em torno de 90%; nós temos ferramentas e escala para calcular essas taxas de sucesso e óbito”, explicou o médico.

Em seguida, Dr. Henrique diz que fez o possível, que deu todos os suportes necessários, e que os familiares sabiam o tempo todo do quadro clínico dos pacientes, dos sucessos e dos insucessos.

“Eram melhoras seguidas de pioras, em decorrência do Covid. Tudo relatado e previsto na literatura, ou seja, qualquer pessoa entendida do assunto de UTI e de coronavírus saberão que essas complicações são frequentes e presumíveis. Em nenhum momento a UTI precisou de recurso auxiliar ou faltou recurso como foi proferido aí”, completa o médico, alegando que foi uma “rádio” que divulgou tal assunto sem checar absolutamente nada.

 

Foto de Capa: Hospital Municipal com o então diretor Médico, Carlos Tenório.

Um comentário

  • Se tá falando de uma futura UTI em Paulo Afonso, pode até ser, por que se for do hospital tá certo.

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