PAULO AFONSO – Chegou a hora de falar sério. Se há pretensões ainda não reveladas – ao menos nos bastidores, é o que se fala-, de que há candidatos que estão no pleito para novembro próximo, pensando em 2022, que se releve, porque o eleitor está cansado de ser ludibriado.
A oposição segue inalterada e jogando para cumprir tabela. Basta recorrer a 2016, cenário ainda propício para ser confrontado. Como pode, Raimundo Caires (Progressistas) ter conseguido quase 11 mil votos, sem que sequer tenha existido uma campanha, tipo: palmo a palmo, e isto não ser considerado agora, quem além dele, dado o que se sabe, tem essa envergadura?, quem?, a resposta: nenhum. Ninguém na oposição tem 11 mil votos.
Nota à margem: apesar de o candidato Anilton Bastos (Podemos) hoje ser oposição ao prefeito Luiz de Deus (PSD), é certo que, não me refiro a ele, mas à oposição [então] conhecida. O efeito Anilton ainda será conhecido em novembro. Mas digamos que o ex-prefeito Paulo de Deus seja também uma referência. A cisão deu-se da mesma forma, e todos sabem o resultado.
Alguém pode dizer: em 2016 não existia Galinho (Solidariedade).
Eis o ponto. Os candidatos a esta altura, menos de 40 dias para encerrar a campanha, já se deram conta de que falar em encarar tudo no peito e na raça é lindo, na prática a coisa é outra.
Falta dinheiro, estrutura, cabos eleitorais e até o material básico para a campanha. Sem falar no risco de os vereadores que conseguiram com muito esforço fugirem com receio de lhes escaparem a vaga tão difícil no Legislativo.
Resumindo: com Raimundo pode ser ruim. Sem ele é impossível.
Há outra perspectiva: a oposição pode perder a campanha, mas se livrará de vez do peso que Raimundo ainda exerce como pêndulo eleitoral.
Somando tudo, a continuar assim, observem: só há perdas.