PAULO AFONSO – Segunda-feira 21, são três semanas em que o prefeito Luiz de Deus (PSD) está ausente, sabe-se, para tratar a Covid-19, em São Paulo, ele, a primeira-dama Dona Didi, e na capital baiana, o secretário de Saúde, Luiz Humberto.
O espantoso não é que, em três semanas, tenha chegado ao conhecimento da imprensa dois boletins rasos de informações sobre o prefeito. Porque do estado de saúde do secretário, até aqui, não chegou nenhum; mas que esse estado de coisas, por parte dos que ficaram à frente da prefeitura, que ninguém ousa dizer o nome – agora durante a transição de governo-, seja encarado com “normalidade”.
Nem vamos comentar as acusações gravíssimas de compra de votos e crimes eleitorais que o ex-vereador (daqui a pouco, né) Mário Galinho faz, solicitando à Justiça Eleitoral à cassação do diploma e, consequentemente, impossibilidade de posse do prefeito, que até aqui, passa incólume pelo departamento jurídico, incapaz de produzir uma satisfação à imprensa.
Consultando um comunicador que rodeia a prefeitura atrás de notícias, ele relatou, sob sigilo, o seguinte: “Aqui a gente não sabe de nada sobre ninguém”.
Eis um apagão. O grande problema só será conhecido do público quando for ligado o candeeiro.